Política de Defesa é fundamental para afirmação da UE

Política de Defesa é fundamental para afirmação da UE

 

Lusa / AO online   Internacional   28 de Set de 2007, 16:28

O ministro da Defesa português considerou hoje que a Política Europeia de Segurança e Defesa (PESD) tem um papel fundamental para "afirmar a União Europeia com um actor global" e defendeu "mais ambição" no futuro.
A afirmação de Nuno Severiano Teixeira foi feita em Évora, no início de uma reunião informal de dois dias dos ministros da Defesa da UE, em que serão discutidas as missões e parceiras da União com a NATO e as Nações Unidas, e ainda as relações com África.

A situação internacional, afirmou o governante, "exige uma resposta" da comunidade internacional e da UE que implica "uma nova prioridade estratégica à segurança e à defesa".

"A defesa europeia tem que ser considerada uma prioridade estratégica. E essa prioridade só pode ser concretizada se os Estados-membros demonstrarem uma vontade política clara", disse.

Em sete anos, desde a sua criação, a PESD deu "passos prudentes, mas sólidos", "criou instituições e doutrina, criou capacidades e está no terreno em operações".

Essas operações são, aliás, temas fortes da reunião de Évora, em que os ministros dos 27 vão fazer um balanço das missões nos Balcãs e no Afeganistão, mas também fazer uma primeira avaliação da missão militar da UE no Chade e República Centro Africana, para proteger civis do Darfur.

Nesta questão, o ministro português foi prudente, afirmando apenas que essa missão deve ser encarada de "forma abrangente e integrada" e no "quadro de uma cooperação mais vasta entre a União Europeia e Nações Unidas".

Depois de uma análise das parceiras com a NATO e ONU, a questão africana é retomada nos trabalhos de sábado após um debate sobre África e um encontro dos ministros da Defesa dos 27 com os seus homólogos de cinco países da orla sul do Mediterrâneo (Líbia, Argélia, Marrocos, Tunísia e Mauritânia).

Em declarações aos jornalistas, antes da reunião, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Valença Pinto, afirmou que é cedo falar do tipo de forças com que Portugal poderá participar na missão no Chade, dado que "a decisão ainda está ao nível político".

Valença Pinto garantiu que as Forças Amadas fazem sempre o seu "trabalho de casa" e garantiu que estão "habituadas a prever para poder prover".

O ministro da Defesa ainda não anunciou a posição portuguesa sobre esta nova missão.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.