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Pleno de treinadores portugueses e esmagadoramente "repetentes"

 Pleno de treinadores portugueses e esmagadoramente "repetentes"

 

Redação AO/LUSA   Futebol   15 de Ago de 2012, 15:50

Os 16 clubes da I Liga portuguesa de futebol 2012/2013 continuam todos a ser treinados por portugueses, com uma média de 43 anos, sendo que a esmagadora maioria transita da época passada.

Com efeito, seis treinadores mantêm-se no banco no qual principiaram a temporada passada, sete viram o seu trabalho reconhecido quando substituíram companheiros no decurso da época e apenas três são completamente novos.

Vítor Pereira (FC Porto), Jorge Jesus (Benfica), Pedro Martins (Marítimo), Pedro Emanuel (Académica) e Jorge Casquilha (Moreirense) são os “heróis” que resistiram à época 2011/12: os recordistas são mesmo os treinadores das “águias” e dos “cónegos”, que estão em funções nos respetivos clubes desde 2009.

Sá Pinto (Sporting), Rui Vitória (Vitória de Guimarães), Pedro Caixinha (Nacional), Sérgio Conceição (Olhanense), José Mota (Vitória de Setúbal) e Marco Silva (Estoril) pegaram nas respetivas equipas com a época em curso e, face ao mérito do seu desempenho, continuam em funções.

Novidade mesmo é o regresso de José Peseiro (Sporting de Braga) ao futebol português, o início de carreira de Nuno Espírito Santo (Rio Ave) e a estreia na Liga principal de Paulo Fonseca (Paços de Ferreira), à semelhança de Jorge Casquilha e Marco Silva.

As mudanças técnicas resultaram num envelhecimento médio de um ano em relação à época passada: Jorge Jesus é o mais velho dos três cinquentões e Marco Silva o mais jovem dos seis trintões, enquanto os restantes sete técnicos estão na casa dos 40.

Em Portugal, mantém-se a tendência de “exportar” os treinadores mais experientes, enquanto os clubes apostam em técnicos mais jovens e baratos, mas cada vez mais qualificados.

Mesmo longe de ser consensual entre os adeptos do FC Porto, Vítor Pereira vai dirigir a equipa pela segunda época consecutiva, um gesto de confiança da direção presidida por Pinto da Costa após o título de campeão.

Por seu lado, Jorge Jesus resistiu a duas épocas sem o troféu mais desejado e parte para a quarta época na Luz, na qual a margem de erro estará, naturalmente, mais reduzida.

Sá Pinto deu um novo ânimo ao Sporting quando substitui Domingos Paciência, faltando agora saber até onde pode ir a sua equipa que no fim de época passada chegou às meias-finais da Liga Europa e à final da Taça de Portugal.


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