Esta antecipação, segundo os responsáveis da coligação, surge como resposta a uma pré-campanha eleitoral que começou com uma "antecedência inusitada", o que tornará este período de combate político demasiado "longo e dispendioso".
"O aumento da intensidade, da amplitude do esforço eleitoral e de afirmação de um determinado candidato estimula a reação competitiva dos restantes, algo que provoca o aumento das despesas eleitorais e uma menor disponibilidade para o exercício das funções políticas e de representação que os mesmos exercem", refere uma nota divulgada pela Plataforma de Cidadania.
Para esta coligação, o facto de Carlos César, atual presidente do executivo regional, não se recandidatar, assim como a "perceção geral" de que poderão ocorrer mudanças partidárias no Governo dos Açores, são fatores que "explicam a precocidade do arranque do processo eleitoral".
Nesse sentido, a Plataforma de Cidadania defende que não se deve "prolongar demasiado" esta "conjuntura eleitoral", propondo que as eleições regionais se realizem a 30 de setembro.
"Desta forma, é possível diminuir o tempo da pré-campanha e da campanha eleitoral em 14 dias, uma vez que as eleições são tradicionalmente marcadas para meados do mês de outubro", salienta o comunicado
A Plataforma de Cidadania enviou um documento ao Presidente da República dando conta destes argumentos, tendo também iniciado contatos com todos os partidos representados na Assembleia Legislativa dos Açores para obter o "máximo apoio político" para esta posição.
