Plano de 2010 marcado pela "estabilidade das condições financeiras"

Plano de  2010 marcado pela "estabilidade das condições financeiras"

 

Lusa/AO Online   Regional   9 de Out de 2009, 19:53

O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, afirmou hoje que o plano de investimentos para 2010 será marcado pela “estabilidade das condições financeiras e do investimento público”, esperando uma boa aceitação pelos parceiros sociais.

“Apesar da quebra registada nas receitas fiscais, o plano público de investimentos regista apenas uma redução de um por cento”, revelou Carlos César, em declarações aos jornais, frisando que o documento é “cada vez mais um instrumento de estabilidade”.

Nesse sentido, salientou que o plano pretende “criar condições para prosseguir com a política de contenção dos danos provocados pela crise internacional nos Açores” mas também “dar sinais de recuperação”.

O presidente do executivo açoriano falava no final de uma reunião do Conselho Regional de Concertação Estratégica, onde apresentou o plano de investimentos para 2010 aos parceiros sociais.

Carlos César salientou que “o investimento projectado visa a protecção das empresas regionais e da actividade produtiva regional”, acrescentando que o maior crescimento ao nível do investimento no próximo ano ocorrerá na “competitividade agrícola e florestal”.

O presidente do governo destacou também o investimento previsto na cultura e na educação, considerando que “é altura de dotar as pessoas com competências que lhes permitam ter mais sucesso” na procura de emprego.

Em termos globais, Carlos César manifestou a convicção de que o plano de investimentos para 2010 “suscite melhor aceitação” do que os documentos apresentados em anos anteriores.

Mário Fortuna, da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, admitiu aos jornalistas que o documento apresentado pelo governo “é um plano de contenção, num período difícil”, frisando a existência de “uma quebra nos sistemas de incentivos”.

Numa primeira apreciação do documento, salientou que o investimento de 50 milhões de euros para a renovação da frota da SATA “não tem impacto nas empresas da Região”.

“Precisamos ainda de conhecer o orçamento global mas, se houve uma retracção na despesa global, as notícias não são boas”, acrescentou.

Por seu lado, Jorge Rita, presidente da Federação Agrícola dos Açores, salientou que “qualquer plano sabe sempre a pouco” mas admitiu que o documento apresentado pelo governo prevê um crescimento de 12 por cento no investimento para o sector agrícola.

“Esperemos é que a execução desse investimento previsto seja de acordo com essa previsão”, alertou.

Para Jorge Rita, o investimento previsto “não cobre a totalidade” das preocupações da Federação mas “dá para melhorar algumas situações” que os agricultores queriam ver melhoradas.

Liberato Nunes, presidente da Federação das Pescas dos Açores, manifestou alguma contenção na apreciação do documento, que considerou ser “demasiado grande para ser digerido em tão pouco tempo”.

Apesar disso, admitiu que contempla algumas das propostas apresentadas pelo sector, como a ampliação do Porto de Pesca de Rabo de Peixe, ainda que não saiba se terá “dotação suficiente”.

“Algumas das nossas preocupações estão contemplados mas pode haver boas propostas que não têm financiamento suficiente para serem concretizadas”, frisou.


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