PJ investiga alegado favorecimento do ex-presidente da Câmara do Comércio da Horta

PJ investiga alegado favorecimento do ex-presidente da Câmara do Comércio da Horta

 

Lusa/AO online   Regional   24 de Jul de 2012, 14:32

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar um caso de alegado favorecimento pessoal por parte do ex-presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH), revelou fonte da instituição.

Segundo a mesma fonte, os investigadores da PJ estão a analisar as ligações entre a CCIH e os negócios do anterior presidente, Ângelo Duarte, e também as polémicas relacionadas com últimas eleições para os corpos sociais, que obrigaram a repetir a assembleia-geral por duas vezes.

A PJ está também a investigar o processo de contratação da filha de Ângelo Duarte, que estava a trabalhar na CCIH, ao abrigo do programa Estagiar L, e que foi contratada para os quadros da instituição, durante o mandato do pai.

Os investigadores procuram apurar, na sequência de uma denúncia anónima, se houve ou não indícios de favorecimento pessoal por parte do anterior presidente da direção, que chegou a concorrer a mais um mandato, mas que acabou por abandonar a corrida, perante as dúvidas sobre se podia ou não recandidatar-se.

Segundo o relato de dois empresários ouvidos pela PJ, os investigadores pediram, numa primeira fase, a lista de sócios da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, e mais tarde, deslocaram-se à ilha do Faial, onde convocaram e ouviram vários membros da anterior direção.

A Polícia Judiciária está também a analisar contratos estabelecidos entre a Câmara do Comércio e as empresas de Ângelo Duarte, bem como viagens dos elementos da direção ao estrangeiro e alegadas irregularidades nas eleições para os corpos sociais.

Recorde-se que algumas destas questões já tinham sido denunciadas, na altura do ato eleitoral, por António Pimentel, o empresário que encabeçava a lista adversária às eleições internas na CCIH, que acabou por perder.

A Lusa procurou ouvir o anterior e o atual presidente da direção da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, nomeadamente Humberto Goulart e Ângelo Duarte, mas nenhum deles se mostrou disponível para prestar declarações.


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