PJ deteve duas pessoas na Grande Lisboa por crimes contra crianças


 

AO Online/ Lusa   Nacional   29 de Jun de 2019, 12:35

A Policia Judiciária de Lisboa deteve uma mãe por colocar deliberadamente a vida do filho menor em risco e um homem por alegadamente abusar sexualmente de uma menina durante mais de um ano.

A Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da Policia Judiciária (PJ) divulgou hoje duas detenções associadas a crimes contra menores: um rapaz de sete anos vítima da própria mãe e uma menina atualmente com 12 anos abusada por um homem de 58 anos.

A PJ deteve um homem na zona de Santarém por fortes indícios da prática de “um número muito extenso de crimes de abuso sexual de crianças”.

A rapariga, atualmente com 12 anos, terá sido abusada entre o início do ano passado e o primeiro trimestre deste ano, período durante o qual era aliciada a ir para casa do agressor depois das aulas.

O presumível autor aproveitava “para a encaminhar para a sua residência, aliciando-a com a oferta de objetos e vindo a consumar ali os atos abusivos”, relata o gabinete de imprensa da PJ.

O detido já foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

Além deste caso, a PJ deteve também uma mulher por suspeita de administrar deliberadamente uma “substância de natureza tóxica” ao filho de sete anos.

Segundo a PJ, a substância produzia “efeitos graves sobre a integridade física da criança, provocando-lhe agravamentos sucessivos do estado de saúde e acabando por lhe colocar a vida em risco”.

Os crimes começaram em casa e depois continuaram em meio hospitalar. Isto porque o agravamento do estado de saúde da criança de sete anos obrigou ao seu internamento numa unidade hospitalar em Lisboa, onde a mãe continuou a prática daquele crime.

A mãe, de 27 anos, foi identificada e detida “por fortes indícios da prática de vários crimes de ofensas à integridade física graves qualificadas”, que ocorreram entre abril e o passado dia 25 de junho.

A Polícia Judiciária sublinhou ainda que no processo de investigação contou com “o valioso contributo prestado pelos profissionais afetos ao estabelecimento de saúde onde a criança se encontrava internada”.


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