Afeganistão

Pelo menos 5 mortos e 38 feridos em ataques contra Cabul


 

Lusa / AO online   Internacional   18 de Jan de 2010, 10:32

 Pelo menos cinco pessoas morreram e 38 ficaram feridas em ataques talibãs esta segunda-feira  lançados contra alvos governamentais na capital afegã de Cabul.
O porta-voz dos talibãs, Zabiullah Mujahid, disse à agência de notícias Associated Press (AP) que 20 militantes armados, alguns dos quais com coletes de explosivos, entraram em Cabul para atacar o palácio presidencial e outros edifícios governamentais.

Explosões e disparos de metralhadoras pesadas são ouvidas na capital afegã.

Segundo fontes da segurança afegã, pelo menos uma criança, um polícia e um soldado foram mortos nos ataques talibãs no centro de Cabul, durante os quais morreram também quatro bombistas suicidas.

A Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) referiu que dois activistas morreram durante um ataque de um comando talibã a forças de segurança afegãs, num centro comercial do centro de Cabul.

Em comunicado, a ISAF refere que está a cooperar com as forças afegãs para conter o ataque dos insurgentes, que efectuaram várias explosões na capital afegã.

Um grupo de talibãs entrou no centro comercial Feroshgah Afghan, em Cabul, após causar várias pequenas explosões numa zona onde se encontra o Banco Central, os ministérios de Justiça e Finanças, o Palácio Presidencial e o hotel internacional Serena.

"As forças da Polícia bloquearam todas as estradas na zona e, segundo as informações iniciais, mataram pelo menos dois insurgentes armados no centro comercial após controlar o edifício", indicou a ISAF em comunicado.

Um momento depois do início desse tiroteio, no centro de Cabul, houve outra explosão no centro comercial Gulbahar, situado próximo ao Ministério do Interior, relataram à agência Efe várias testemunhas.

De acordo com o canal afegão "Toló TV", a nova explosão teve origem num veículo e causou vários mortos ou feridos.

As autoridades bloquearam as principais vias de acesso e decretaram o encerramento dos edifícios governamentais na cidade. Os principais hotéis encerraram as suas portas, segundo o portal afegão de notícias "Quqnoos".

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