Pedro Queiroz Pereira, empresário com paixão por automóveis


 

Lusa/Ao online   Nacional   19 de Ago de 2018, 19:28

Pedro Queiroz Pereira, que morreu no sábado, é mais conhecido por ser um dos importantes empresários portugueses, dono da papeleira Navigator e da cimenteira Secil, mas também adorava conduzir e chegou a ser piloto de competição.

cionado com a Cimpor, cimenteira que tentou comprar através de uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) hostil, mas faz lembrar igualmente a relação com o banqueiro Ricardo Salgado, com quem acabou por entrar em desacordo sobre aquela empresa.

A OPA sobre a Cimpor foi lançada em 2000, numa operação avaliada em 550 milhões de contos (mais de 2.500 milhões de euros), a qual acabou por perder.

Pedro Mendonça de Queiroz Pereira nasceu em 05 de março de 1949. Frequentou o Colégio Militar e o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa, mas deixou os estudos para se dedicar aos negócios.

Acompanhou a família quando esta deixou Portugal e se instalou no Brasil, no período que sucedeu ao 25 de Abril.

Na apresentação que consta do relatório de governo da sociedade de 2017 da The Navigator Company, é apontado que frequentou o curso geral dos liceus em Lisboa e o Instituto Superior de Administração.

No Brasil, Pedro Queiroz Pereira seguiu a sua paixão por carros e foi praticante de desportos automóveis, nomeadamente Fórmula 2, tendo participado em competições onde também estava Ayrton Senna. Nesta área da sua vida, era o PêQuêPê, ou PQP, as iniciais do seu nome.

Quando regressou a Portugal, continuou a ter funções de administração nas sociedades controladas pela família. Em 1995, com a expansão dos interesses dos Queiroz Pereira aos cimentos, passou a exercer o cargo de presidente do Conselho de Administração na Secil e na Semapa e presidente executivo (CEO) da última, função que deixou em 2015.

Desde 2004, exercia igualmente funções de presidente do Conselho de Administração da Navigator.

O ano do anúncio de que a liderança executiva da Semapa seria assumida por João Castelo Branco, então diretor da McKinsey Ibérica, foi o mesmo do lançamento, pela Semapa, de uma OPA sobre o seu próprio capital, oferecendo em troca ações da Portucel.

Aquela operação foi chamada por alguns de oferta pública de troca (OPT), feita às ações da Semapa que não eram detidas pela Soldim, a ‘holding’ familiar controlada pela família Queiroz Pereira.

Em 06 de novembro de 2009, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Empresarial - Classe do Mérito Industrial.

"Mais do que um património, Pedro Queiroz Pereira deixa […] força numa estrutura empresarial […], mas principalmente valores como coragem, independência, frontalidade e honestidade, com que sempre geriu as suas empresas e que deixa como legado a todos os mais de 6.000 colaboradores da Semapa e das suas participadas Navigator, Secil e ETSA", segundo a nota do "mais profundo pesar" emitida hoje pelo Conselho de Administração da Semapa, após o anúncio da sua morte.



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