Política

PCP anuncia voto contra Orçamento e Plano da Região para 2012

PCP anuncia voto contra Orçamento e Plano da Região para 2012

 

Lusa/AO online   Regional   27 de Nov de 2011, 13:35

O PCP vai votar contra as propostas do Governo Regional socialista de Orçamento e Plano dos Açores para 2012, que começam a ser debatidas segunda-feira no Parlamento, revelou hoje o líder dos comunistas açorianos, Aníbal Pires.

Ao fundamentar a decisão do partido, Aníbal Pires acusou o Executivo de Carlos César de persistir na recusa do uso dos “os mecanismos da autonomia para resistir à política de austeridade” adotada por Lisboa, sustentando que orçamento da região para 2012 “agrava a recessão”. “Ao contrário do que afirmou o vice-presidente do Governo Regional, [as propostas do Executivo açoriano] de Plano e este Orçamento [para o próximo ano] não só não vão minorar os impactos desastrosos da política do Governo PSD/CDS-PP, como irão ser agentes ativos da recessão, da destruição de empregos e do empobrecimento do povo açoriano”, advertiu o líder comunista na região, Aníbal Pires. Numa conferência de imprensa na Horta, o dirigente do PCP/Açores sustentou também que, “apesar da retórica do rigor e da contenção orçamental”, os documentos propostos pelo Governo de Carlos César são “marcado pelas preocupações eleitoralistas do PS, que pretende, como de costume, utilizar os meios e recursos da Região para potenciar a sua máquina eleitoral”. Prova disso é o “enorme volume de verbas (cerca de 10 por cento) que não são desagregadas, podendo ser utilizadas ao bel-prazer das prioridades eleitorais do partido do Governo”, sustentou. Aníbal Pires indicou também que, embora votando na generalidade contra os projetos do Executivo, os comunistas apresentarão em plenário cerca de 50 propostas de alteração, no valor superior a 19 milhões de euros. As modificações a propor pelo PCP “visam corrigir algumas das principais injustiças do Plano e Orçamento e contribuir para uma mudança política que aposte efetivamente no crescimento, na produção regional, na criação de emprego, e na justiça social, como alavancas do nosso desenvolvimento”, explicou. Numa apreciação à greve geral de quinta-feira, o líder dos comunistas açorianos referiu que a paralisação registou “uma participação muito expressiva, também ao nível Regional, comprovada pelo encerramento de diversos serviços públicos e pela adesão de muitos trabalhadores que participaram pela primeira vez “ neste tipo de iniciativas.


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