Paulo Branco também contesta estreia comercial de filme de Gilliam em França

Paulo Branco também contesta estreia comercial de filme de Gilliam em França

 

Lusa/AO online   Cultura e Social   11 de Mai de 2018, 14:11

O produtor Paulo Branco vai interpor uma ação judicial para impedir a estreia comercial do filme "O homem que matou D. Quixote", de Terry Gilliam, nos cinemas franceses.

Depois de ter tentado impedir judicialmente a exibição do filme no encerramento do festival de Cannes, a produtora Alfama Films, de Paulo Branco, contesta agora a intenção de estreia comercial nas salas de cinema em França, marcada para dia 19, e sugere aos exibidores franceses que a adiem.

A decisão do produtor, anunciada em comunicado citado pela Agência France Presse, surge em resposta à autorização de exploração do filme em França, concedida na quinta-feira pelo Centro Nacional de de Cinema e Imagem em Movimento (CNC).

O organismo francês atribuiu o "visto de exploração", que permite a exibição comercial da longa-metragem em salas de cinema, com a classificação "para todo o público".

"Este visto deve ser solicitado pelo produtor do filme, ou seja, aquele que tem a responsabilidade pelo financiamento e execução da obra", lê-se no comunicado do CNC, nomeando a produtora Kinology, com coprodutores espanhóis, belgas e portugueses (Ukbar Filmes).

Esta semana, o Tribunal de Paris tinha já decidido que o filme de Terry Gilliam pode ser exibido no encerramento do Festival de Cannes, no dia 19, com a condição de o festival comunicar publicamente que os direitos da longa-metragem continuam a pertencer à Alfama Films e ao produtor Paulo Branco.

"O homem que matou D. Quixote" está no centro de uma disputa legal que envolve o produtor português Paulo Branco, porque este chegou a assinar contrato para produzir o filme, em 2016, mas o processo saiu gorado.

Terry Gilliam pediu a anulação do contrato de produção com a produtora Alfama Films, de Paulo Branco, e seguiu a produção e rodagem do filme com outros produtores, mas, em 2017, o Tribunal de Grande Instância de Paris declarou que aquele contrato continua válido.

Em Portugal, onde a estreia deverá ser assegurada pela NOS, não há ainda data oficial anunciada.



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