Panamá coloca Nicolás Maduro em lista de suspeitos de branqueamento de capitais

Panamá coloca Nicolás Maduro em lista de suspeitos de branqueamento de capitais

 

LUSA/AO Online   Economia   30 de Mar de 2018, 14:53

O Panamá anunciou hoje sanções contra o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, 54 funcionários governamentais e 16 empresas venezuelanas, por "alto risco" em matéria de branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e de armas de destruição maciça.

As sanções foram anunciadas pelo Ministério de Economia e Finanças do Panamá, com base na resolução 02-2018 que emite uma advertência às instituições públicas e privadas do Panamá a limitar as operações económicas e financeiras aos sancionados. A resolução transforma o Panamá no primeiro país da América Central e do Sul a emitir sanções contra funcionários de Caracas, depois dos EUA (América do Norte). A medida proíbe os panamianos de realizar transações comerciais ou financeiras e ordena ainda que seja apurado se existem pessoas de outras nacionalidades que possam atuar em representação dos venezuelanos incluídos "na listagem de pessoas (naturais ou jurídicas) provenientes da Venezuela, consideradas de alto risco em matéria de branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e financiamento da proliferação de armas de destruição massiva". Além do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, as sanções incluem nomes de figuras chave do chavismo, como Diosdado Cabello (tido como o número dois do chavismo), Adán Chávez, irmão do falecido presidente Hugo Chávez e a ex-ministra da Defesa, Carmen Meléndez. Também o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Maikel Moreno e a ministra dos assuntos penitenciários, Iris Varela, entre outros.



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