Os jovens líderes empresariais que controlam seis por cento do PIB mundial


 

lusa   Economia   27 de Fev de 2010, 11:45

Um grupo de jovens, líderes empresariais, que aposta em criar melhores líderes através de educação e debate de ideias e que entre si controla sensivelmente cerca de seis por cento do PIB mundial.

Assim se pode definir a Young President’s Association, uma rede global que apesar dos seus mais de 60 anos continua a ser desconhecida do grande público e que este fim de semana, na sua Cimeira Global de Liderança, em Barcelona (Espanha), abriu parcialmente a porta à imprensa.

A agência Lusa, um dos três órgãos de informação europeus convidados para o evento, só tem acesso a parte das sessões, com a maioria dos debates a ser limitado aos membros.

É um clube exclusivo, onde só se pode entrar por convite e onde os três requisitos básicos excluem, à cabeça, quase toda a gente: ter menos de 45 anos, ser o número um de uma empresa (CEO ou equivalente) que, por sua vez, tem que faturar mais de oito milhões de dólares anuais.

“Depois há a questão da confiança. Esse é um valor chave que determina o sucesso de qualquer candidatura. É uma organização independente, não lucrativa, não afiliada, de pessoas que partilham desafios e que se ajudam entre si para aprender, trocar ideias”, explicou à Lusa Neil Everritt, empresário britânico e responsável da secção europeia da YPO.

Os números falam por si: 17 mil membros em 105 países (cerca de 25 em Portugal), 346 “capítulos” ou secções (uma no Porto e outra em Lisboa), responsáveis por empresas que têm um rendimento médio de 275 milhões de dólares.

As empresas controladas pelos membros deste clube somam receitas anuais de 4,3 biliões de dólares, mais de seis por cento do PIB mundial e têm um total de 19 milhões de empregados, uma média de 1.200 por empresa.

“Não controlamos o mundo. Não somos presidentes do mundo. Somos apenas presidentes das nossas empresas”, garante Everritt, sublinhando que um terço trabalha em empresas públicas, um terço em empresas que eles próprios criaram e um terço em empresas familiares.

Os melhores cérebros e mentores do mundo empresarial, reunidos regularmente para conferências, formação, exercícios conjuntos, debates que vão de geopolítica a ambiente, de tecnologia a serviços, de ‘business’ puro e duro ao ‘personal business’ de cada um.

“Se eu, por exemplo, necessito de ter acesso a financiamento para um determinado país, em vez de ir a consultores externos, vou ao capítulo local do YPO que, em total confiança me dá informação que, sei de imediato, é credível e me ajudará”, explica Everritt.

“Mas é mais que só negócio. Queremos líderes, líderes de toda a vida, que se ajudem entre si”, sublinha.

O clube começou nos Estados Unidos (de onde são oriundos 55 por cento dos membros) quando Ray Hickok se viu, aos 27, a liderar uma empresa de manufatura com 500 empregados.

Procurando com quem falar sobre os desafios de liderar a uma idade tão jovem, criou um grupo de amigos, em situação idêntica.

O processo foi-se globalizando, e a YPO transformou-se num espaço onde se fala de negócios mas também de tendências, de desafios individuais e globais, da pressão da vida laboral nas vidas pessoais e familiares.


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