Organizadores defendem que festivais literários estão a mudar a atividade editorial

Organizadores defendem que festivais literários estão a mudar a atividade editorial

 

Lusa/Ao online   Nacional   5 de Out de 2018, 08:34

Os festivais literários estão a contribuir para repensar a atividade editorial, aumentando a atenção sobre os autores convidados a participar nos encontros, que não se cingem a livros e leitores e estão agora a alargar-se às várias linguagens artísticas.

“Há um antes e um pós [festivais literários] em Portugal”, defendeu hoje Manuela Ribeiro, do Festival Correntes d’Escritas, na Póvoa do Varzim, num debate sobre a importância dos festivais literários, no âmbito do Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos.

Representantes de quatro festivais literários em Portugal, três do Brasil e um dos Estados Unidos da América concordaram hoje que os festivais literários são importantes em termos de divulgação literária, contribuindo atualmente para influenciar a edição.

“Quando um escritor é convidado para ir a um festival gera-se um interesse sobre a sua obra, o que anda a escrever, quer por parte do público, quer das editoras que, mesmo que seja um autor desconhecido, passam a olhar para ele com mais atenção”, defenderam responsáveis dos vários festivais.

Entre as organizações nacionais e os representantes de festivais do Brasil e dos Estados Unidos foi consensual a ideia de que a literatura “é o motor” para a divulgação das várias linguagens artísticas, assumindo-se os festivais literários como plataformas nas quais os livros surgem cada vez mais aliados à música, cinema, teatro e outras “linguagens criativas”.

Da última mesa da noite resultou ainda consenso na resposta à questão sobre “o que mais tem faltado” aos festivais literários.

Com a afluência de públicos a crescer na maior parte dos festivais, o que mais tem faltado, na maioria deles, tem sido “apoios financeiros” para prosseguir a realização de edições, nalguns casos sob a responsabilidade de autarquias, noutros de instituições sem fins lucrativos.

Com maiores ou menores orçamentos, os organizadores dos festivais literários convidados a integrar o programa do Folio concordaram ainda na necessidade de “sinergias” entre os organizadores de eventos em torno da literatura.

Dividido em cinco capítulos (Autores, Folia, Educa, Ilustra e Boémia), o Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos decorre na vila do distrito de Leiria até domingo.

O evento proporciona 831 horas de programação que envolvem 554 participantes diretos, entre autores, pensadores, artistas e criativos que integram as 26 mesas de escritores, 25 concertos e 13 exposições, num programa com mais de 185 atividades.




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