Ordem dos Farmacêuticos reitera necessidade de resolver falta de técnico no Pico


 

Lusa/AO online   Regional   21 de Set de 2018, 16:38

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos reiterou hoje a necessidade de ser assegurada a presença de um farmacêutico na unidade de saúde do Pico, salientando que as restantes ilhas dos Açores têm assegurado um técnico daquela área.

“Santa Maria tem neste momento e não tinha. Todas as ilhas têm farmacêuticos. O Pico é que ainda não tem, mas a solução sabemos que está à vista”, disse Ana Paula Martins aos jornalistas, acrescentando que "nas ilhas, tal como no continente, às vezes os profissionais não estão disponíveis para concorrerem para determinadas zonas".

A bastonária falava em Ponta Delgada, após uma visita à Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel.

Ana Paula Martins esteve a realizar um roteiro pela região com visitas à Universidade dos Açores, a hospitais e unidades de saúde de ilha, farmácias e laboratórios de análises clínicas.

“Há necessidade de mais recursos humanos e o que é prioritário é que todas as ilhas tenham de facto farmacêuticos nas unidades de saúde de ilha. Isso é o prioritário. Quando tivermos atingido esse objetivo então o Governo terá de começar a olhar para melhorias”, sublinhou.

A bastonária traçou um balanço "muito positivo" da sua passagem pelos Açores, considerando que "há claramente da parte das unidades de saúde que visitou uma enorme capacidade de resolver com qualidade aquilo que é necessário, ou seja, servir as populações".

“Apesar de serem necessários mais recursos, nas ilhas dos Açores a presença farmacêutica está garantida”, afirmou ainda Ana Paula Martins, alertando que “a descontinuidade geográfica gera diferenças que é preciso resolver de forma diferente”.

A bastonária sustentou ainda que o 'stock' de medicamentos, nos Açores, apresenta "uma melhoria".

"As primeiras vezes que viemos à região havia de facto um reporte de roturas a nível dos hospitais de alguns fármacos importantes. Hoje, o que é relatado é que temos uma ou outra situação, mas quando comparado com o que se passa no continente aqui há menos problemas", disse.

Segundo Ana Paula Martins, tal como no continente, nas várias visitas que a Ordem efetuou à região surgiram questões que "têm a ver com a segurança no circuito do medicamento", lembrando que "os medicamentos exigem um determinado tipo de requisitos técnicos na sua manutenção e também de racionalidade terapêutica e financeira".

"E os farmacêuticos têm esta função, em conjunto com as equipas de saúde, para fazerem esta gestão terapêutica", referiu a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos.



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