Oposição contestam dívida de 800 mil euros na Culturangra

Oposição contestam dívida de 800 mil euros na Culturangra

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Dez de 2011, 06:40

Os vereadores do PSD e do CDS-PP da Câmara de Angra do Heroísmo (PS) justificaram hoje o chumbo da proposta de alteração ao contrato-programa com a empresa municipal Culturangra com o facto de existir uma dívida pendente de 800 mil euros.

"Chumbámos porque durante dois anos demos o benefício da dúvida e tivemos vários debates acesos sobre a empresa Culturangra, que tem um problema de suborçamentação e todos os anos dá prejuízo", disse Antonio Ventura, vereador do PSD.

Segundo o social-democrata, "sempre nos foi dito que a situação ia sendo resolvida" e o que "dissemos nesta reunião foi "basta"".

Para António Ventura, é preciso clarificar situações e "que o PS diga o que quer fazer com esta empresa. Pela nossa parte não será transferido nem mais um cêntimo".

No entanto, o PSD está disposto "a arranjar solução para os funcionários" mas "nada mais do que isso, até percebermos qual é o prejuízo e o que se passa com a empresa".

Por seu lado, Artur Lima, vereador do CDS PP, disse que "ao não transferirem as verbas necessárias a empresa acaba em 2011 com défice orçamental de 800 mil euros".

Artur Lima frisou que "nunca fomos informados de rigorosamente nada", e que "é preciso que essa gente seja responsabilizada pública e politicamente pelos seus atos".

"Não podemos branquear uma situação destas porque é inadmissível relativamente ao rigor e transparência da gestão de uma empresa pública", disse o vereador do CDS PP.

Artur Lima disse ainda que, em 2011, "essa empresa tem despesas com pessoal de mais de 800 mil euros", referente a "gente contratada "a torto e a direito" pelo Partido Socialista", concluiu.

Sobre a dívida de 800 mil euros, Sofia Couto desmentiu o cenário, dizendo que "não corresponde de forma nenhuma ao resultado líquido da empresa", uma vez que "nem foram fechadas contas".

"O orçamento da Culturangra está suborçamentado em 767 mil euros e isto não quer dizer que haja um buraco financeiro, muito menos de 800 mil euros", frisou.

Segundo a presidente da autarquia, "as situações não podem ser confundidas".

A transferência de verba pedida em reunião de câmara surge depois do resultado de um estudo solicitado pela Culturangra que diz que "a transferência de verba é insuficiente".


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