Ondulação provoca estragos na obra do Porto da Horta

Ondulação provoca estragos na obra do Porto da Horta

 

Lusa / AO Online   Regional   2 de Jan de 2010, 06:51

A forte ondulação marítima que hoje se verificou no interior da baía da Horta, ilha do Faial, danificou parte da obra de construção do novo cais de passageiros e obrigou os pescadores a retirar as embarcações do saco do porto comercial.

As ondas, que já tinha provocado a destruição da ponta do molhe do novo cais de passageiros na passada semana, voltaram a provocar estragos, desta vez no interior do estaleiro, arrastando para o mar blocos de betão armado e tetrapodes que estavam a ser construídos no local.

Segundo algumas testemunhas oculares, ouvidas pela Agência Lusa, “três ondas grandes” desfizeram algumas estruturas de pequena dimensão utilizadas pelo consórcio que está a realizar os trabalhos e “quase destruíram” uma pequena embarcação usada pelos operários.

Várias máquinas e gruas envolvidas na construção do novo cais de passageiros da Horta, a cargo de um consórcio composto pelas empresas Somague - Engenharia, Somague/Ediçor-Açores, Tecnovia-Açores, Afavias-Açores e Condoril, foram afastadas da zona de rebentação das ondas.

Esta é já a terceira vez que a ondulação provoca estragos no futuro cais de passageiros da Horta, orçado em 33 milhões de euros, depois do mau tempo verificado no final de Dezembro e no início de Outubro de 2009.

Entretanto, os pescadores da Horta foram obrigados a retirar as suas embarcações do saco do porto, devido à agitação marítima, que chegou a provocar estragos de pequena monta no “Três Rosas”, um dos barcos de pesca com palangre.

Segundo Jorge Gonçalves, da APEDA (Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores), sempre que a ondulação está do quadrante norte, “os pescadores ficam com as calças na mão”.

O armador/pescador diz que a situação “só não foi mais grave” graças à boa vontade da Direcção da Marina da Horta, que permitiu que os barcos de pesca ficassem provisoriamente atracados no interior da Marina, mais abrigada à ondulação de norte.

Os pescadores temem que a maré cheia por volta da meia-noite de hoje possa provocar mais estragos no interior do porto.


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