No final do mês de abril, estavam inscritos nos centros de emprego do continente e regiões autónomas, 655 898 desempregados - mais 113 924 desempregados inscritos do que em abril de 2011 -, representando 83,6 por cento de um total de 784 292 pedidos de emprego.
A variação do desemprego verificada pelo IEFP em abril traduziu-se, ainda assim, num decréscimo de 0,8% (-5 505 desempregados inscritos) face ao mês anterior.
Ao longo do mês de abril, inscreveram-se nos centros de emprego do continente e regiões autónomas, 52.960 desempregados, o que constituiu uma subida em relação ao mês homólogo de 2011 de +15,2 por cento, mas a uma diminuição de 19,1 por cento face ao mês de março do corrente ano.
O “fim de trabalho não permanente” manteve-se durante o mês de abril como principal motivo de inscrição dos desempregados, justificando 38 por cento das inscrições efetuadas no continente, sendo que o despedimento foi a razão de 18,2 por cento das inscrições.
O IEFP dá ainda conta de uma diminuição das ofertas de emprego que ficaram por satisfazer no continente e regiões autónomas (9.651) na ordem dos 25,8 por cento em relação a abril de 2011.
Ao longo do período em análise, deram entrada nos centros de emprego em todo o país 7.154 ofertas de emprego, o que constituiu um recuo de 20 por cento face ao mês homólogo anterior e de 4,8 por cento face ao mês de março do ano corrente.
A subida do desemprego registou-se em ambos os géneros, com predominância nos homens (26,5 por cento), sendo que o acréscimo foi de 16,2 por cento no caso das mulheres.
Os jovens foram os mais afetados pelo aumento anual do desemprego, 28,7 por cento, correspondendo aos adultos um incremento de 20 por cento. Por outro lado, ainda que a subida do desemprego no período em análise tenha afetado todos níveis de escolaridade, ela foi mais pronunciada entre os titulares de um grau de ensino superior (37,9 por cento), mas também significativa entre os que terminaram o ensino secundário (33,7 por cento).
Tanto o número de desempregados inscritos por um período inferior a um ano (63 por cento do desemprego registado no fim de abril), como o de desempregados de longa duração – inscritos nos centros de emprego há pelo menos um ano – aumentaram em termos homólogos, 33,7 e 4,2 respetivamente.
Os números dos inscritos nos centros de emprego cresceram em todas as regiões do país, destacando-se neste ponto os valores registados nos Açores, onde se verificou uma subida de 47,4 por cento.
Recorde-se que o Instituto Nacional de Estatística divulgou na quarta-feira os dados do desemprego em abril, dando conta de uma subida da taxa na ordem dos 14,9 por cento da população ativa no primeiro trimestre de 2012, o nível mais alto de sempre.
A taxa divulgada pelo INE equivale a 819,3 mil trabalhadores no desemprego - mais 48,3 mil pessoas que no trimestre anterior, e mais 130,4 mil pessoas do que no primeiro trimestre de 2011.
A previsão do Governo para a taxa de desemprego média em 2012 é 14,5 por cento, mas o ministro das Finanças anunciou uma revisão do método de previsão cujos resultados serão anunciados no início do próximo mês.
