Noventa por cento dos jornalistas apoiaram greve contra "lei da rolha" em Itália

Noventa por cento dos jornalistas apoiaram greve contra "lei da rolha" em Itália

 

Lusa / AO online   Internacional   10 de Jul de 2010, 13:35

Noventa por cento dos jornalistas italianos apoiaram a greve contra a “lei da rolha” do governo de Silvio Berlusconi, que limita as escutas telefónicas nas investigações policiais e a sua divulgação, segundo a Federação Nacional da Imprensa Italiana (FNSI).

Franco Siddi, da FNSI, que promoveu o “dia de silêncio”, assegurou que a de sexta-feira foi “a greve com maior participação dos últimos 15 anos”, com “mais de 90 por cento das televisões, jornais, rádios e agências de notícias”, em declarações divulgadas hoje pelo diário La Repubblica.

“A adesão foi muito alta”, disse, adiantando que mesmo os media que decidiram não suspender a atividade expressaram a sua oposição à lei, que considerou “errada”.

A legislação contestada pretende limitar a utilização das escutas telefónicas nas investigações policiais e prevê a punição, incluindo a pena de prisão, para os jornalistas que publiquem o seu conteúdo.

A paralisação dos media italianos foi precedida de várias manifestações de protesto, como as que ocorreram no dia 01 de julho em 22 cidades italianas, onde milhares de pessoas saíram à rua para dizer “não” à nova lei, que está ainda a aguardar o debate final no Parlamento italiano.

O diploma prevê, por exemplo, 30 dias de prisão e sanções até 10 mil euros para os jornalistas que publiquem as escutas durante as investigações ou de processos em segredo de justiça e multas até 450 mil euros para os editores que o permitam.

A lei limita ainda a 75 dias o tempo que podem durar as escutas durante as investigações policiais.


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