Navio da Marinha inicia missão para aprofundar o conhecimento sobre o mar dos Açores

Navio da Marinha inicia missão para aprofundar o conhecimento sobre o mar dos Açores

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   12 de Jul de 2019, 17:59

O NRP D. Carlos I largou esta sexta-feira da Base Naval de Lisboa para uma missão nos Açores que se prolongará até agosto.


Esta missão tem por objetivos realizar levantamentos hidrográficos no âmbito do projeto de Mapeamento do Mar Português, reforçar o Dispositivo Naval Permanente na Zona Marítima dos Açores (ZMA), cooperar no âmbito técnico-científico com o Governo Regional e a Universidade dos Açores e colaborar com a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) bem como com o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto, explica comunicado.


No âmbito do Mapeamento do Mar Português no arquipélago dos Açores, durante a permanência do navio na região estão planeadas duas fases distintas: uma que consiste no levantamento hidrográfico com sonar multifeixe dos montes submarinos (ecossistemas ricos e de particular relevância), a sul da Ilhas das Flores enquadrada na cooperação com a Universidade dos Açores; a outra fase, também consistindo num levantamento hidrográfico com sonar multifeixe, a Sudoeste da Ilha das Flores, numa zona remota para além da ZEE dos Açores, que decorre da colaboração com a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental.

O navio ainda acompanhará a Brigada Hidrográfica que realizará o levantamento de áreas portuárias tanto na ilha das Flores como na ilha do Corvo para atualização cartográfica no projeto de colaboração com o Governo Regional dos Açores.

A Marinha, em especial através do Instituto Hidrográfico, ciente que o conhecimento detalhado sobre os fundos marinhos garante o desenvolvimento sustentável e a proteção do meio marinho, iniciou um ambicioso projeto em 2017, na sequência de uma opção estratégica da Marinha, de Mapeamento do Mar Português, para que o país possa efetivamente conhecer e tirar partido destes vastos espaços marítimos. Consequentemente, o conhecimento do oceano, em geral, e do leito e do subsolo marinho, em particular, afigura-se como uma tarefa de importância estratégica sem paralelo, e será seguramente um inestimável legado para as futuras gerações.


De sublinhar que a Marinha, em resposta às previsões ou alertas do agravamento nas condições meteorológicas e oceanográficas neste arquipélago já deslocou, por diversas vezes, para a Zona Marítima dos Açores os meios necessários para reforço do dispositivo naval aí existente permitindo, desta forma, o reforço das capacidades de busca e salvamento (SAR), de vigilância e patrulhamento marítimo, de apoio aos órgãos de proteção civil, de colaboração com a Universidade dos Açores na realização de campanhas científicas e de cooperação com outros de departamentos do Estado com competências no mar.

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