"Não nos vamos demitir"

"Não nos vamos demitir"

 

Lusa/AO online   Futebol   18 de Mai de 2018, 09:17

O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, disse esta quinta-feira que a direção do clube e a administração da SAD não se vão demitir.

"Não nos vamos demitir", afirmou Bruno de Carvalho, que falava acompanhado por elementos do Conselho Diretivo, da administração da SAD e do Conselho Fiscal e Disciplinar, sublinhando que está pedida uma Assembleia-Geral extraordinária para ouvir os sócios do clube.

Numa declaração sem direito a perguntas, o presidente 'leonino' afirmou que o clube está a ser alvo de uma "campanha interna e externa, sem precedentes" e considera que os interesses do clube ficam mais mais bem defendidos se a sua direção continuar em funções.

Bruno de Carvalho disse que se trata de um "golpe manobrado desde fora, em conluio com atuais dirigentes dos órgãos sociais do Sporting", e lembrou que a equipa de futebol disputa a final da Taça de Portugal no domingo e a SAD vai lançar um empréstimo obrigacionista nos próximos dias.

A polémica que envolve o Sporting agravou-se nos últimos dias, depois da derrota da equipa de futebol no domingo, no último jogo da I Liga de futebol, frente ao Marítimo, que fez o clube de Alvalade perder o segundo lugar para o Benfica.

Antes do primeiro treino para a final da Taça de Portugal, em que o Sporting defronta o Desportivo das Aves, a equipa de futebol foi atacada na Academia de Alcochete, na terça-feira, por um grupo de cerca de 50 alegados adeptos encapuzados, que agrediram técnicos e jogadores.

A GNR deteve 23 dos atacantes e as reações de condenação do ataque foram generalizadas e abrangeram o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa.

Face às críticas, Bruno de Carvalho negou hoje, em comunicado enviado à Lusa, qualquer responsabilidade pelo ataque na academia, rejeitou demitir-se da presidência do Sporting e anunciou que vai processar Ferro Rodrigues, bem como comentadores e jornalistas por o terem “difamado e caluniado” após os atos de violência em Alcochete.

Entretanto, a Mesa da Assembleia-Geral demitiu-se em bloco, vários membros do Conselho Fiscal e Disciplinar renunciaram aos cargos e parte do Conselho Diretivo também se afastou, enquanto o empresário Álvaro Sobrinho, patrão da Holdimo, detentora de 30% das ações da SAD do Sporting, pediu a demissão da direção.

Paralelamente, a Polícia Judiciária deteve na quarta-feira quatro pessoas ligadas ao Sporting na quarta-feira, incluindo o diretor desportivo do futebol, André Geraldes, na sequência de denúncias de alegada corrupção em jogos de andebol e de futebol.



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