Na Praia das Rocas, Marcelo viu que apelo para visitar o Interior está a dar frutos

Na Praia das Rocas, Marcelo viu que apelo para visitar o Interior está a dar frutos

 

Lusa/AO Online   Nacional   28 de Ago de 2018, 16:30

Numas férias diferentes, Marcelo Rebelo de Sousa optou por andar pelo território afetado pelo incêndio de Pedrógão Grande e já reparou que o apelo para se visitar o Interior está a dar frutos.

Pela Praia das Rocas, no concelho de Castanheira de Pera (um dos mais afetados pelo grande incêndio de junho de 2017), o Presidente da República descobriu que os apelos para se visitar o Interior estão a dar resultados.

Depois de ter andado por concelhos atingidos pelo incêndio de outubro, no início do mês, Marcelo tirou agora três dias para passar pelo território afetado pelo incêndio de junho de 2017, à procura de uma tentativa de normalização da vida das pessoas.

A realidade, contou aos jornalistas, correspondeu às expectativas. "Estou agradavelmente surpreendido. Há aqui uma reação vital", frisou.

Para além de encontrar uma tentativa de normalização na visita à praia com ondas artificiais da Castanheira de Pera, encontrou também um mar de gente a rodeá-lo, ora pedindo 'selfies', ora beijinhos e abraços, ouvindo-se por todo o lado pessoas a chamá-lo, seja por "Marcelo", "Professor" ou "Presidente".

Pela Praia das Rocas, houve até tempo para um inédito - "selfies dentro de água", constatou.

Depois de encontrar uma praia repleta de pessoas (mais de 900, de acordo com a administração do espaço), Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que o mérito da dinâmica do turismo no Interior não é seu, mas de "muita gente", seja das comunidades locais, da comunicação social ou dos autarcas.

"Agora, tem que continuar. Temos que levar mais longe o turismo. Nesta região, o turismo tem hipóteses espetaculares no futuro", frisou, considerando que tem encontrado "muitas pessoas" que se deslocam até aos territórios afetados pelos incêndios de 2017 "por um impulso de consciência", sendo que "dois ou três casais" confidenciaram-lhe que tinham ido até àquela zona por sua causa.

A presidente da empresa municipal que gere a Praia das Rocas, Cláudia André, notou que este ano, em princípio, ultrapassa o registo de 2017, em termos de número de visitantes, estando já na casa das 94 mil pessoas que por ali passaram.

"À partida, teremos a segunda melhora marca" de sempre da Praia das Rocas, disse à agência Lusa a responsável, considerando que o apelo de Marcelo Rebelo de Sousa tem ajudado a que outros portugueses "sigam o exemplo".

O exemplo e "o facto de o senhor Presidente da República ter passado além das palavras e do apelo foi determinante", vincou.

Depois da Castanheira de Pera, Marcelo Rebelo de Sousa arrancou para a praia fluvial do Pessegueiro, na Pampilhosa da Serra, onde foi logo recebido por Vera Araújo e filha, que lhe pediam uma ‘selfie'.

A viver em Santo Tirso, Vera Araújo tirou uns dias para conhecer o território afetado pelos incêndios de 2017.

"Queríamos conhecer e perceber o que se tinha passado e ajudar a contribuir para a economia local", explicou à Lusa a veraneante, referindo que também a sua família respondia "ao apelo do senhor Presidente".

Questionado pelos jornalistas a caminho da praia sobre se as praias fluviais já tinham entrado na rotina dos portugueses, Marcelo respondeu que, pelo menos na sua, "entraram definitivamente".

"Ouvir falar é uma coisa, outra é conhecê-las", sublinhou.

Das visitas, para além dos abraços e dezenas de ‘selfies', leva também recordações das pessoas e entidades locais, como foi o caso de Francisco Pina Soares, que lhe deixou um livro de provérbios e ditados de que é o autor.

Folheando o livro, Marcelo Rebelo de Sousa encontrou uma frase que lhe diz respeito: "’Parar é morrer'. Esta aqui é a minha teoria".

Depois de visitar Penela na segunda-feira, onde foi a banhos e provou queijo, e de hoje ter estado na Praia das Rocas e numa praia fluvial de Pampilhosa da Serra, o périplo de Marcelo Rebelo de Sousa pela região termina na quarta-feira, com uma passagem pelos concelhos de Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos, novamente à procura dos sinais da tentativa de normalização de uma terra ainda marcada pelas árvores mortas de pé, mas onde o verde já desponta em cada monte.



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