Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia visitado por 20 mil pessoas em três dias


 

Lusa/Ao online   Cultura e Social   7 de Out de 2018, 21:29

 O Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, foi visitado por 20 mil pessoas entre sexta-feira e hoje, no âmbito das comemorações do seu segundo aniversário, que deu entradas gratuitas, anunciou a entidade.

A Fundação EDP, que tutela o MAAT, decidiu que a entrada, nestes dias, seria gratuita como forma de agradecimento às mais de 800 mil pessoas que visitaram o museu nos seus dois primeiros anos de atividade.

Nesta semana, no âmbito das comemorações, inauguraram três novas exposições: “Over flow”, instalação individual de Tadashi Kawamata, "Elefante", mostra individual de André Príncipe, e "Artist´s Film International", e que vão continuar patentes no MAAT.

“Over flow”, instalação individual de Tadashi Kawamata, na galeria oval do MAAT, impressiona por toda ela ser elaborada com resíduos retirados da costa portuguesa, desde maio último.

Mais de duas toneladas de lixo, como garrafas de plástico, garrafões e caixas de esferovite, entre outros desperdícios, preenchem esta mostra de impacto, recordando que aquele cenário pode ser o de uma praia ou de um fundo de mar, perto da costa.

Cerca de três toneladas de lixo, resgatados de areias da praia da zona de Lisboa e Tróia, por várias associações cívicas, câmaras municipais ou outras entidades, compõem a instalação encomendada pelo MAAT ao artista japonês, residente em Paris, e que o próprio disse ter concebido a pensar no que aconteceria se um tsunami, como o do terramoto de 1755, abalasse Lisboa.

Oito meses foi o tempo que esta instalação levou a pensar e a realizar, de acordo com o artista plástico, e com a qual Tadashi Kawamata tem por objetivo pôr as pessoas a refletir para a necessidade de pararem de agredir o planeta.

A mostra levanta questões em torno do turismo e da ecologia global, a partir do lixo que os voluntários da Brigada do Mar recolheram de campanhas realizadas, como disse à Lusa Simão Acciaioli, desta organização, presente na apresentação.

Os resíduos com que o artista plástico nascido no Japão em 1953 elaborou a instalação, vêm de uma faixa de dois quilómetros entre o Samouco e Alcochete, e das praias da zona de Tróia.

Montada sobre redes de pesca e com um barco meio afundado no centro, a mostra – que também é visitável pela parte inferior, criando a sensação de que o visitante se encontre dentro de água, no meio do lixo – pretende alertar para a necessidade de o ser humano se repensar a si próprio e à forma como tem contribuído para a destruição do planeta.

“Uma obra de arte a ajudar-nos, de uma forma muito visceral, a perceber que algo de mau está no ar e que cabe a todos os seres humanos pensar na forma de a ultrapassar", disse o curador da mostra e diretor artístico do MAAT, Pedro Gadanho.

“A arte deve chamar a atenção para os problemas com que a sociedade atual se confronta”, precisou o antigo curador de arquitetura contemporânea, no Departamento de Arquitectura e Design do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA).

"Elefante", mostra individual de André Príncipe, e "Artist´s Film International", mostra coletiva em torno do conceito da verdade, são outras exposições a inaugurar este fim de semana, no MAAT, que se juntam, na Central Tejo, a uma mostra sobre o Museu da Língua Portuguesa, em S. Paulo, que se encontra em obras até 2019.




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