Incontinência Urinária

Mulheres devem procurar ajuda aos primeiros sintomas


 

Lusa/AO Online   Nacional   14 de Mar de 2010, 08:49

O presidente da Associação Portuguesa de Urologia (APU) apela a todas as mulheres para que procurem um médico aos primeiros sintomas de incontinência urinária, uma doença que afeta 30 por cento das mulheres portuguesas e causa fortes constrangimentos.

Entrevistado pela agência Lusa, a propósito da Semana da Incontinência Urinária, que se assinala entre hoje e 21 de março, o presidente da APU revelou que este é um problema que afeta "principalmente muitas mulheres".

De acordo com Tomé Lopes, cerca de 30 por cento da população feminina - mais de 1,6 milhões de mulheres - sofre ou já sofreu de algum tipo de incontinência urinária, mas estima que destas apenas 10 por cento tenham procurado ajuda médica.

"Muitas vezes as mulheres não procuram os médicos para resolver os seus problemas. E porquê? Muitas vezes por vergonha e má informação acerca dos tratamentos, pensando que não dão resultado, ou que não haverá tratamento, ou, se há, são muito complicados, nomeadamente cirurgias, o que na verdade são mitos", explicou o presidente da APU.

Segundo Tomé Lopes, há hoje tratamentos "extremamente eficazes" para os dois tipos de incontinência urinária, a bexiga hiperativa, que se trata com medicamentos, e a incontinência urinária de esforço, que se trata principalmente com intervenções cirúrgicas.

"Queremos dizer às pessoas que há meios simples de avaliar o problema, há imensos tratamentos hoje e que esses tratamentos são, na sua maioria, eficazes", garantiu o médico.

No entender de Tomé Lopes, as mulheres "pensam que é normal perder urina com a idade", quando na verdade a patologia é explicada, entre outros fatores, pela anatomia feminina, "pelas gravidezes, pelos partos, pela obesidade, pelas doenças pulmonares crónicas".

O presidente da APU explicou que, para quem não procura ajuda clínica, a doença causa fortes constrangimentos e as consequências sentem-se a nível familiar, social, sexual e profissional, por causa do "incómodo, do cheiro e dos medos que as pessoas têm de andar molhadas com urina".

"As pessoas limitam a sua vida de tal maneira que começam a ter problemas no trabalho, a isolar-se dos colegas, a não ir ao trabalho, a ficar em casa, só saem de casa muitas vezes com determinados percursos em que fixam os sítios em que podem ir à casa de banho, começam a ter menos vida social, menos vida sexual, e tudo isto são fatores que têm uma perturbação enorme na vida das mulheres", sublinhou.

Tomé Lopes lembrou que "há solução em mais de 90 por cento dos casos" e reiterou o apelo para que quem tenha sintomas procure imediatamente ajuda médica.

A Semana da Incontinência Urinária vai ser assinalada com a distribuição de cerca de cem mil panfletos sobre a doença nas farmácias e centros de saúde e ações de esclarecimento através de jornais, rádios e televisões.


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