Moçambique: Governo aprovou projectos de 4,2 milhões de euros em 2009


 

lusa   Economia   16 de Fev de 2010, 14:47

O Centro de Promoção de Investimentos (CPI) de Moçambique aprovou, no ano passado, projectos avaliados em 4,2 mil milhões de euros, que criaram 125 mil postos de trabalho nas diversas áreas, nomeadamente agroflorestal, hotelaria e turismo.

O diretor do CPI, Mahomed Rafique, indicou Portugal, Índia, Maurícias e Noruega como alguns dos países que investiram na área agroflorestal, especialmente em plantações para a produção de papel.

Em 2009, Moçambique aprovou “dois projectos substanciais” de produção de papel, cujos resultados aparecerão dentro de sete anos, disse hoje aos jornalistas Mahomed Rafique.

Em dezembro, o Governo moçambicano concedeu ao grupo português Portucel 173 mil hectares de terrenos para um projecto de plantio de eucaliptos, que culminará com a edificação de uma fábrica de pasta de papel na província da Zambézia, centro.

Também no ano transato, a Green Resources, uma empresa de capitais noruegueses apresentou uma proposta ao CPI de plantio de 180 mil hectares de árvores num período de 15 anos, projecções que apontam para a possibilidade de criação de 7500 postos de emprego na província da Nampula, norte.

Em 2009, “tivemos resultados satisfatórios”, considerou Mahomed Rafique, assinalando que o volume de investimento direto estrangeiro apresentado ao CPI ultrapassou os 4,4 mil milhões de euros, resultado de adendas apresentadas por alguns investidores.

Os resultados obtidos são “muito bons em tempo de crise”, realçou.

O diretor do CPI sublinhou ainda que, em virtude do volume de investimentos apresentados, o rendimento per capita ultrapassou os 366 euros, contudo, apontou algumas barreiras para atrair cada vez mais investidores.

“Temos que mudar a nossa atitude e mentalidade. É (um) processo cultural que vai levar o seu tempo, mas já há sinais encorajadores vindos de cima”, disse o diretor do CPI.


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