Amnistia Internacional denunciou ataques "implacáveis e indiscriminados" sobre o povo

Amnistia Internacional denunciou ataques "implacáveis e indiscriminados" sobre o povo

 

Lusa/AO Online   Internacional   19 de Set de 2012, 09:20

A Amnistia Internacional acusou hoje as forças sírias de lançarem ataques "implacáveis e indiscriminados" contra o seu povo, depois de terem vindo a público informações de que o regime discutiu o uso de armas químicas como último recurso.

O grupo com sede em Londres indicou num relatório, acompanhado por imagens de vídeo, que "os civis, muitos deles crianças, são as maiores vítimas da campanha dos ataques implacáveis e indiscriminados do exército sírio".

A Amnistia Internacional informou que as conclusões foram apuradas com base em "investigações levadas a cabo no terreno na primeira metade de setembro".

Durante este período, ataques registados causaram a morte de "166 civis, incluindo 48 crianças e 20 mulheres, e feriram centenas em 26 cidades e aldeias" nas regiões de Idlib, Jabal al-Zawiya e Hama.

A Amnistia disse ter novas provas de que, nas últimas semanas, áreas onde as forças do Governo perderam terreno para as forças de oposição estão agora sob bombardeamento indiscriminado, "com consequências desastrosas para os civis".

As declarações da Amnistia Internacional surgem depois de um antigo chefe do arsenal químico sírio, o major-general Adnan Sillu, ter dito ao jornal londrino "Times" que esteve envolvido "em negociações importantes sobre o uso de armas químicas", incluindo a forma como seriam usadas e os alvos a atingir.

"Discutimo-lo como último recurso, tal como se o regime perdesse o controlo de uma área importante como Aleppo", afirmou o desertor.

 


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