Ministro do Planeamento diz que modelo de desenvolvimento "precisa de quase tudo e quase todos"


 

Lusa/Ao online   Nacional   30 de Mar de 2019, 11:22

O ministro do Planeamento, Nelson de Souza, defendeu na sexta-feira que o modelo de desenvolvimento português para a próxima década “precisa de quase tudo e de quase todos” e, por isso, “não pode dispensar ninguém”.

O ministro interveio no encerramento da jornada nacional de reflexão sobre o tema “A economia social no Portugal 2030”, que decorreu na Azambuja, distrito de Lisboa, promovida pela Confederação Portuguesa de Economia Social.

“Julgamos que o modelo de desenvolvimento do nosso país não pode dispensar quase ninguém e precisa quase de todos e quase de tudo”, afirmou Nelson de Souza.

E elencou: “Precisa dos trabalhadores, mas precisa das empresas e dos investidores, precisa do novo e do existente, precisa dos jovens e dos que têm mais experiência, precisa da nossa tradição e dos nossos recursos endógenos, mas também precisa daqueles que se situam na fronteira tecnológica, precisa certamente do investimento imaterial, mas também necessitamos de investir nas infraestruturas”.

O ministro do Planeamento salientou ainda que este modelo “precisa do interior, do litoral e do metropolitano, precisa da exportação que não pode dispensar a procura interna, precisa do público, mas também não pode dispensar o privado, precisa do económico e precisa do social como duas faces da mesma moeda do desenvolvimento”.

“Entendemos que o modelo de desenvolvimento tem de ter esta perspetiva mais balanceada, mais integrada e mais inclusiva”, defendeu, acrescentando que “a economia social, as diversas facetas que ela integra, são indispensáveis para o sucesso do modelo de desenvolvimento para Portugal e para que Portugal, na próxima década, continue a convergir com os padrões da União Europeia”.

Por isso, o governante afirmou que “a razão maior do sucesso desta experiência residiu, talvez, numa perspetiva de desenvolvimento” que designou como “um desenvolvimento integrado, balanceado, que tentou integrar e aproximar as dimensões do financeiro, do económico, do social e do político”.

“E, aliando a isso, a perceção de que a aposta apenas poderia ser ganha se contasse com a adesão e o envolvimento dos atores certos para a concretização desta estratégia”, rematou.



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