Ministro da Economia diz que plano de investimento da REN é "mais realista"

Ministro da Economia diz que plano de investimento da REN é "mais realista"

 

Lusa/AO online   Economia   16 de Fev de 2018, 14:44

O ministro da Economia afirmou esta sexta-feira que o Plano de Desenvolvimento e Investimento na Rede de Transporte de Eletricidade (PDIRT-E 2017) é “mais realista”, deixando de lado projetos "megalómanos" anteriormente apresentados.

“O que fizemos foi um trabalho muito rigoroso ao nível de estudar cada um dos investimentos e a sua necessidade, para garantir que os investimentos necessários serão feitos, mas para garantir também que não se fazem investimentos a mais que depois se refletiriam a prazo em custos para os consumidores”, referiu Manuel Caldeira Cabral.

Falando em Famalicão, durante a inauguração do 'datacenter' da REN – Redes Energéticas Nacionais, o ministro da Economia sublinhou que o objetivo é dar “estabilidade e previsibilidade ao investimento”, deixando de lado planos “megalómanos” anteriormente apresentados que tinham “investimento a mais”, o que se iria refletir em custos para os consumidores.

A REN - Redes Energéticas Nacionais propôs uma redução de 30% no investimento até 2022, segundo o PDIRT-E 2017, que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) colocou na quinta-feira em consulta pública.

Recorde-se que, há dois anos, a ERSE considerou desajustada a proposta de investimento da REN na rede de transporte de eletricidade entre 2016-2025 (o PDIRT-E 2015), que ascendia a um total 1.165 milhões de euros.

Segundo a ERSE, só o investimento previsto para os primeiros cinco anos do plano, de 607 milhões de euros, representaria um aumento na tarifa de uso da rede de transporte no ano de 2020, comparativamente com o nível tarifário em 2015, entre cerca de 2,6% e 5,3%.

O regulador do setor energético elogiou a definição pela REN dos projetos na rede de transporte de eletricidade sobre os quais o Estado tem que tomar uma decisão final, o que pode "facilitar a aprovação do plano".

Segundo a REN, "o montante global de investimento que carece de Decisão Final de Investimento (DFI) nesta edição de PDIRT é de aproximadamente 193 milhões de euros", sendo que desse valor cerca de 10 milhões de euros estão condicionados a factos que só serão verificados após a conclusão do plano, com data de junho de 2017.



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