Ministro da Defesa português admite missão de segurança marítima no Golfo da Guiné

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, defendeu esta quarta-feira que deve haver uma "reflexão estratégica" sobre o aumento dos casos de pirataria no Golfo da Guiné e admitiu a criação de uma missão de segurança marítima naquela zona.


 

"É preciso que nas próximas reuniões da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se faça uma revisão no âmbito do acordo de Defesa que vá ao encontro de uma forma mais operacional de garantir a segurança marítima no Golfo da Guiné", afirmou o governante à Lusa, ao telefone a partir de Pemba, Moçambique, onde hoje visitou a fragata portuguesa Álvares Cabral, que comanda a missão da União Europeia de combate à pirataria.

Aguiar-Branco referiu que os casos de pirataria "estão a aumentar nessa área" e, por isso, é preciso "começar a refletir do ponto de vista estratégico e em termos operacionais".

O ministro da Defesa defendeu que a questão deve ser debatida no seio da CPLP, pela proximidade geográfica dos países-membros, mas também pela União Europeia.

"Estamos em 2013, esta é uma realidade em crescendo, já tivemos uma reunião da CPLP [no âmbito da Defesa] este ano, teremos uma no próximo ano e nessa já deve haver ideias mais concretas", concluiu.

 

PUB

O Presidente da República vai condecorar a Universidade dos Açores no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que será celebrado no próximo dia 10 de junho na ilha Terceira