Ministro da Cultura considera essenciais políticas do livro e da leitura

Ministro da Cultura considera essenciais políticas do livro e da leitura

 

Lusa/Ao online   Nacional   30 de Set de 2018, 03:58

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, considerou este sábado, em Óbidos, que as políticas do livro e da leitura são essenciais para uma literacia plena, durante a visita ao Folio - Festival Literário Internacional.

“As políticas dos livros e da leitura são essenciais para o desenvolvimento de uma literacia plena, complementada com o apoio à edição, à criação, à promoção, ao reconhecimento e à divulgação do que se produz em Portugal”, afirmou Luis Filipe Castro Mendes.

Por isso, acrescentou o ministro da Cultura, o seu ministério aposta “numa política do livro e da leitura em que os criadores encontrem eco da sua produção, na vontade de os utilizadores usufruírem das suas obras” e onde “as livrarias e bibliotecas sejam locais de encontro, exploração, descoberta e construção de saberes”.

Luís Filipe Castro Mendes falava em Óbidos, onde hoje inaugurou a PIM – Mostra de Ilustração para Imaginar o Mundo, do Folio - Festival Literário Internacional, e entregou o Prémio Nacional de Ilustração.

Na sua 22.ª edição, o prémio, promovido pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, distinguiu a ilustradora Madalena Matoso, que não esteve presente na entrega do galardão, por se encontrar em trabalho na República Checa.

O prémio distingue o conjunto de ilustrações do livro "Não é nada difícil", também com texto de Madalena Matoso, que esteve em destaque na feira de negócio livreiro de Nova Iorque, em maio, tendo sido reconhecido como uma das 30 melhores obras visuais e de ilustração de todo o mundo.

No livro, editado no ano passado pelo Planeta Tangerina, a ilustradora desenvolve a narrativa à medida que o leitor ultrapassa labirintos ilustrados.

“Não é nada difícil”, de Madalena Matoso, “exibe uma coerência organizada numa arquitetura labiríntica quase abstrata sem, no entanto, ousar criar o caos”, considerou o júri do prémio.

Esta foi a segunda vez que Madalena Matoso venceu o Prémio Nacional de Ilustração, depois de, em 2008, ter recebido o galardão pelas ilustrações do livro “Charada da Bicharada”, de Alice Vieira.

Foram ainda atribuídas duas menções especiais, uma “a Abigail Ascenso, pelas ilustrações da obra ‘A Noite’, com texto de Manuel António Pina, publicada pela Assírio & Alvim”, e a outra “a Joana Estrela, pelas ilustrações da obra ‘A Rainha da Noite’ (texto da própria), publicada pela Planeta Tangerina”.

O júri da 22.ª edição do Prémio Nacional de Ilustração foi constituído por Maria Adriana Baptista, investigadora e docente da Escola Superior de Media e Artes e Design do Instituto Politécnico do Porto, Jorge Silva, designer e investigador na área da ilustração, autor do blogue Almanaque Silva, e Ana Castro, técnica superior da DGLAB.

Quer a ilustração vencedora quer as menções honrosas estão expostas na PIM - Mostra de Ilustração para Imaginar o Mundo, uma das 13 exposições patentes ao público até 07 de outubro, no âmbito do Folio - Festival Literário Internacional de Óbidos.

Uma exposição que, para o ministro, “é um acontecimento obrigatório no mundo da ilustração portuguesa”, integrada num festival “que é muito importante que se mantenha e progrida”, numa vila “transformada numa festa do livro e da leitura", como disse à agência Lusa.

Dividido em cinco capítulos (Autores, Folia, Educa, Ilustra e Boémia), o festival decorre até 07 de outubro, com 831 horas de programação que envolvem 554 participantes diretos, entre autores, pensadores, artistas e criativos, num programa com mais de 185 atividades.




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