Ministra do Ambiente promete resolução do problema das suiniculturas na actual legislatura


 

Lusa / AO online   Nacional   9 de Jan de 2010, 15:25

A ministra do Ambiente assegurou hoje que o problema das suiniculturas na região de Leiria é para resolver esta legislatura, reconhecendo que é uma situação que envergonha a região e o país.

“Vamos rapidamente promover uma reunião para que em definitivo se esclareça alguma dúvida, porque nós entendemos que com base no que estava definido já se devia estar em obra”, afirmou Dulce Pássaro a propósito da construção da Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas (ETES).

A ETES é um investimento na ordem dos 18 milhões de euros, projectado para a freguesia de Amor, Leiria, da responsabilidade da Recilis.

A estação vai ter capacidade para tratar, diariamente, dois mil metros cúbicos de efluentes de suiniculturas e de outras explorações agro-pecuárias da região de Leiria, prevendo-se que com a sua construção acabem as descargas poluentes na Ribeira dos Milagres.

Na Batalha, onde participa num almoço de trabalho com mais 20 elementos do Governo e com os presidentes das 16 câmaras municipais do distrito, no âmbito da primeira iniciativa “Governo Presente” desta legislatura, Dulce Pássaro insistiu que a ETES já devia “estar a avançar”.

A ministra do Ambiente reconheceu, contudo, que o atraso na resolução deste processo “durante algum tempo foi perceptível e explicável porque o sector não estava muito organizado”.

“Era uma sector com alguma fragilidade organizativa e, realmente, com uma grande carga poluente, mas por isso o Estado ajudou na organização e criou-se a Recilis e um conjunto de instrumentos para que a Recilis possa executar”, lembrou, sustentando que as descargas de efluentes suinícolas para a Ribeira dos Milagres “só deixarão de acontecer se se construir o que está previsto”.

Dulce Pássaro manifestou ainda preocupação em relação a esta situação que classificou como “bem negativo para a região de Leiria”.

À Agência Lusa, o presidente da Recilis, David Neves, defendeu igualmente que “o processo já devia estar concluído”, até porque “manter a situação tal como está não interessa”.

Questionado sobre os motivos que estão a adiar a construção da ETES, David Neves apontou “várias questões que carecem de clarificação” que não especificou, prometendo comentários quinta-feira, após uma reunião da comissão de acompanhamento do projecto de despoluição da bacia do Lis na vertente das suiniculturas.

O presidente da Recilis adiantou que gostaria de reunir com a ministra do Ambiente e enquadrar a problemática do projecto.


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