Ministério Público prossegue investigações do caso BCP


 

Lusa/AO Online   Nacional   18 de Dez de 2008, 16:55

O Ministério Público incorporou em dois inquéritos as denúncias e informações resultantes das investigações feitas pelos supervisores financeiros ao banco Comercial Português (BCP), revelou hoje fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    "Todos os documentos remetidos pela CMVM e pelo Banco de Portugal, têm sido incorporados num dos dois processos conforme o caso", referiu a mesma fonte, em declarações á agência Lusa.

    Só a Comissão do Mercado de Valores fez chegar ao Ministério Público quatro denúncias, uma já em Junho passado, por "fortes indícios" manipulação de mercado, e outras agora, no final das suas investigações, por novas suspeitas de crimes que ultrapassam a sua esfera de actuação.

    Os dois supervisores do mercado financeiro já concluíram, com acusações, as suas investigações ao BCP e a antigos gestores e altos quadros do banco, e que são obrigados por lei a encaminharem os indícios de crime que detectem ao longo dessas averiguações.

    A PGR esclareceu que correm actualmente dois inquéritos ou processos distintos ao BCP.

    "Corre inquérito no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) integrado na Operação Furacão, relativamente ao BCP" e outro "relativamente ao mesmo Banco no Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa", especificou a mesma fonte em declarações à agência Lusa.

    Refira-se que o DCIAP investiga a criminalidade económico-financeira mais complexa, sendo dirigido pela procuradora geral-adjunta Cândida Almeida, enquanto o DIAP de Lisboa é dirigido por Maria José Morgado.

    Os processos que correm relativamente ao BCP "continuam em segredo de justiça", disse à agência Lusa a mesma fonte, que não adiantou qual o ponto actual das investigações.

    Um dos processos, recorde-se, nasceu da denúncia feita ao mesmo tempo, há cerca de um ano pelo accionista do BCP Joe Berardo, junto da PGR, do Banco de Portugal e da CMVM.

    Já em relação à Operação Furacão, como a Lusa noticiou recentemente, o Procurador Geral da República, Pinto Monteiro, deu até final do ano a Cândida Almeida para que sejam desanexados alguns dos processos da operação furacão, ou seja que o DCIAP acuse ou arquive algumas das investigações, que abrangem centenas de entidades, incluindo bancos, empresas de construção e de outros ramos e sociedades de advogados.

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