Miguel Viegas quer empresas dos Açores compensadas pela insularidade


 

Lusa/AO online   Regional   19 de Set de 2018, 19:11

O eurodeputado comunista Miguel Viegas defendeu a necessidade de as empresas dos Açores serem compensadas face aos custos da insularidade, visando a sua sobrevivência e manutenção dos postos de trabalho.


“É necessário ter em consideração que a situação específica dos Açores derivada da insularidade, e dupla insularidade, implica que haja uma compensação às empresas para que possam efetivamente sobreviver, manter os postos de trabalho e a sua produção”, declarou Miguel Viegas à agência Lusa.

O europarlamentar está de visita à ilha de São Jorge, efetuando contactos e mantendo reuniões com instituições e associações locais, coma a Associação dos Jovens Agricultores da Ilha de São Jorge, Associação dos Pescadores da Ilha de São Jorge e administração da indústria conserveira Santa Catarina.

Para o representante do PCP no Parlamento Europeu, que destaca a "qualidade de excelência" dos produtos açorianos, as políticas da União Europeia e dos governos nacional e regional “não têm estado à altura das suas responsabilidades”, persistindo “dificuldades, umas atrás das outras, que entroncam no mesmo problema: a insularidade”.

Os Açores beneficiam atualmente do estatuto de região ultraperiférica consagrado no Tratado Europeu, a par de quatro departamentos e regiões ultramarinos franceses (Martinica, Guadalupe, Guiana e Reunião), duas coletividades ultramarinas francesas (Saint-Martin e Saint-Barthélemy), Canárias e Madeira.

Miguel Viegas refere que, para os Açores terem a sua população a viver com qualidade, evitando-se a desertificação das ilhas e a depressão económica e social, há que “dirigir políticas específicas de apoio que deem viabilidade a um conjunto de atividades”.

Segundo o eurodeputado, os apoios à boa qualidade dos produtos açorianos não têm sido materializados e a pesca do atum, por exemplo, “está a definhar”, enquanto os produtores de leite não estão a ser "pagos devidamente".

O comunista frisa a necessidade de se promover uma valorização dos recursos existentes, visando remunerar os produtores de “forma digna”.

Na segunda-feira, num painel promovido pelo gabinete em Portugal do Parlamento Europeu, em que Miguel Viegas também participou, os eurodeputados nacionais foram unânimes na necessidade de o novo quadro financeiro plurianual pós-2020 da UE, que prevê cortes na coesão, considerar os condicionalismos com que se confrontam as regiões ultraperiféricas como os Açores.



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