Ambiente

Metade dos resíduos produzidos são plásticos

Metade dos resíduos produzidos são plásticos

 

Lusa / AO online   Regional   22 de Jul de 2010, 11:04

O primeiro relatório do Sistema Regional de Informação de Resíduos (SRIR), divulgado quarta-feira, indica que mais de metade das embalagens de resíduos produzidos nos Açores é feita de plástico, mas acaba nos aterros sanitários do arquipélago.
O documento, apresentado na Horta pelo director regional do Ambiente, Frederico Cardigos, indica que 53 por cento das embalagens de resíduos urbanos produzidos no arquipélago são de plástico, seguindo-se as de vidro (17 por cento) e as de papel e cartão (15 por cento).

Apesar destes números, as autarquias açorianas exportam para tratamento no Continente, maioritariamente, papel e cartão (4466 toneladas/ano) e vidro (3412 toneladas/ano), e apenas 774 quilos/ano de plástico, segundo dados da Sociedade Ponto Verde.

Por essa razão, cerca de 87 por cento dos resíduos produzidos nos Açores têm como destino os aterros sanitários, que recebem anualmente mais de 173 mil toneladas de lixo, sendo apenas 13 por cento tratados ou valorizados.

Frederico Cardigos reconheceu que o elevado número de resíduos depositados em aterros sanitários constitui “um grande problema para a região”, mas frisou que pode ser combatido com a “intensificação da reciclagem” e da “valorização energética”.

O director regional do Ambiente referiu ainda que, apesar do reduzido número de plásticos exportados, os Açores registam uma média per capita de retoma de resíduos de 42 quilos por habitante/ano, superior à média nacional, que é de 31 quilos por habitante/ano.

A quantidade de resíduos exportados para tratamento no Continente tem registado um aumento substancial ao longo dos últimos seis anos, tendo passado de 1733 toneladas, em 2004, para 12 563 toneladas, em 2009.

Segundo o SRIR, que integra informação sobre a maioria dos produtores de resíduos nos Açores, 28 por cento dos resíduos do arquipélago têm origem na indústria, 21 por cento nas oficinas, 16 por cento no comércio e 14 por cento nos serviços.

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