Melhores relógios mecânicos do mundo dos últimos 200 anos exibidos em Évora


 

Lusa/AO   Nacional   25 de Set de 2007, 09:21

O Museu do Relógio, de Serpa, o único do género na Península Ibérica, exibe a partir de quarta-feira, em Évora, os melhores relógios mecânicos do mundo dos últimos dois séculos, numa exposição patente até domingo.
A iniciativa, intitulada “Os Melhores Relógios do Mundo”, promovida em parceria com o município de Évora e o jornal local Diário do Sul, é inaugurada às 18:30, na Igreja de S. Vicente, no centro da cidade.

    Eugénio Tavares d’Almeida, gestor e conservador do museu, explicou hoje à agência Lusa que a mostra reúne “cerca de 200 dos melhores relógios mecânicos” fabricados nos últimos dois séculos, entre 1800 e 2000.

    “São relógios que fazem parte do espólio do museu e foram seleccionadas peças de mais de 30 fabricantes, dos mais conceituados do mundo”, salientou.

    Patek Phillipe, Vacheron & Constantin, Breguet, IWC, Ulysse Nardin, Zenith, Omega, Breitling e Longines são alguns dos fabricantes mais emblemáticos representados na exposição.

    Como curiosidade, Eugénio Tavares d’Almeida destacou que a peça mais antiga que vai estar exposta é um “relógio de bolso, de finais do século XVIII e inícios do século XIX”.

    “É uma peça em prata, feita por um inglês, que é do tipo ‘relógio cebola’, uma denominação que se dava aos relógios com formato muito grande, como é o caso deste”, disse.

    Por outro lado, a peça mais valiosa que vai ser mostrada em Évora é um relógio Breguet Turbilhão, com 120 anos, relativamente ao qual o conservador do museu, por questões de segurança, preferiu não “desvendar” o preço.

    “Mas posso dizer que é muito mais caro do que muitos automóveis que andam nas estradas portuguesas”, limitou-se a afiançar.

    Além disso, o mesmo responsável destacou ainda os dois exemplares Patek Phillipe que vão poder ser “invejados” pelos visitantes mais conhecedores.

    “Os relógios deste fabricante são considerados os ‘rolls royce’ da relojoaria”, disse.

    O Museu do Relógio, instituição privada com 32 anos de existência que funciona em Serpa, no Baixo-Alentejo, num antigo convento do século XVI, possui um espólio com mais de 1.800 relógios.

    No próximo mês de Outubro, entre os dias 15 e 28, o núcleo museológico vai expor "250 Anos de Relógios Mecânicos Usados no Norte" no Casino da Figueira, na Figueira da Foz.

    Nos meses fortes de Verão, Julho e Agosto, o Museu do Relógio, que já atraiu mais de 300 mil visitantes, ao longo da sua existência, recebeu uma média diária de 100 visitas, nomeadamente de turistas nacionais, mas também de "viajantes de todo o mundo".

    "Para o Alentejo profundo é uma mais-valia que existam atracções turísticas e culturais como o Museu do Relógio", assegura a instituição, que não recebe qualquer apoio governamental, autárquico ou empresarial.

    A produção de relógios mecânicos artesanais, que são depois vendidos, é uma das soluções encontradas pelo museu para garantir a sua sustentabilidade financeira.

    O acervo do Museu do Relógio, um dos cinco que se dedica à temática a nível mundial, conta com peças fabricadas nos últimos 400 anos e utilizadas no pulso, no bolso, na lapela ou mesmo no espaço e na lua.
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