Medina destaca trabalho intenso em Lisboa, oposição diz que problemas continuam

Medina destaca trabalho intenso em Lisboa, oposição diz que problemas continuam

 

Lusa/Ao online   Nacional   30 de Set de 2018, 13:25

Numa retrospetiva sobre o primeiro ano da Câmara de Lisboa desde as eleições autárquicas, o presidente, Fernando Medina (PS), destacou o “trabalho intenso” efetuado, mas a oposição considera que os problemas estruturais da cidade continuam por resolver.

Fazendo um balanço sobre este ano de mandato, o presidente da Câmara considerou que “tem sido um ano de trabalho intenso, em termos de avançar naquilo que são os problemas fundamentais que a cidade enfrenta”.

Em declarações à agência Lusa, Medina apontou que, ao nível da mobilidade, a rodoviária Carris (que está desde fevereiro do ano passado na alçada do município) “está melhor, está a transportar mais passageiros”, com “mais conforto e qualidade”.

O socialista considerou também que foram feitos, ao longo deste tempo, “avanços na área da habitação”, uma vez que “foram assinados os primeiros programas de renda acessível e os primeiros acordos de reabilitação dos fogos da Segurança Social”, inseridos na requalificação de Entrecampos.

Um dos grandes anúncios que marcaram o primeiro ano deste executivo foi a Operação Integrada de Entrecampos, que pretende dar novos destinos aos terrenos da antiga Feira Popular.

Ainda em termos de habitação, a Câmara de Lisboa lançou o programa ‘Habitar o centro histórico’, que pretende evitar “a retirada de habitação a muitas pessoas” daquela zona da cidade.

A oposição, porém, não traça um cenário tão positivo.

Desde há um ano que o executivo da capital é composto, para além do presidente, por sete vereadores com pelouro, quatro vereadores do CDS-PP, dois do PSD, dois do PCP e um do BE.

Ouvida pela Lusa, a vereadora centrista Assunção Cristas apontou que este executivo “ainda não mostrou suficiente trabalho, não mostrou que as suas principais bandeiras tenham, de facto, pernas para andar de forma eficaz”.

“Não vemos uma cidade mais organizada, com melhor trânsito, com mais estacionamento, com mais limpeza. E, na área da habitação, continuamos a assistir a políticas e a anúncios de caminhos que não nos parecem exequíveis e não nos parecem que vão resolver esse aspeto”, assinalou Cristas, acrescentando que as ações do executivo “não vão no sentido de debelar estes problemas e os resolver de forma estrutural”.

Também o PSD faz um balanço “bastante negativo” deste primeiro ano de governação, selecionando a habitação e mobilidade como principais problemas.

“Na mobilidade, há um ataque desenfreado ao automóvel, sem oferecer alternativas suficientes, nomeadamente o projeto que toda a cidade quer, menos o PS, que é o prolongamento da linha vermelha [do metro] para ocidente”, ao invés da linha circular que está projetada, disse à Lusa o vereador João Pedro Costa.

Os transportes públicos, que “continuam sem solução à vista, sem melhorias”, também foram um dos temas sublinhados pelo comunista João Ferreira.

O eleito apontou que “há muito tempo se arrasta” a “degradação do serviço público prestado pela Carris e pelo metro” e salientou que “praticamente nada foi feito a esse nível” durante este ano de mandato”.

As últimas eleições autárquicas, de 01 de outubro de 2017, tiraram ao presidente Fernando Medina a maioria absoluta, levando-o a firmar um acordo de governação da cidade com o BE, no âmbito do qual atribuiu a Educação e os Direitos Sociais a Ricardo Robles.

No final de julho, apenas alguns meses depois de ter tomado posse, Robles renunciou ao mandato, depois de uma polémica envolvendo um imóvel que possui em Alfama, tendo sido substituído por Manuel Grilo.

Sobre este acordo, Medina disse à Lusa que “está a correr como esperado”. Ainda assim, ao longo deste ano, nem sempre o BE vota ao lado do PS a aprovação de grandes dossiês para a cidade, como foi o caso da concessão do teatro Maria Matos a um novo projeto artístico ou a alteração dos estatutos da empresa municipal Lisboa Ocidental - SRU, que passou a ficar responsável por algumas das empreitadas a realizar na cidade.

Fazendo um balanço do ano autárquico, o vereador Manuel Grilo destacou a intervenção feita em 23 escolas da capital para acabar com o plástico nas refeições escolares, considerando que “em poucos meses, foram realizados verdadeiros milagres”.

O autarca apontou ainda a gratuitidade dos manuais escolares, para “as crianças e jovens da cidade de Lisboa”, uma medida “extremamente importante para garantir o acesso e o sucesso escolar das crianças e dos jovens lisboetas”.

Estes meses ficaram também marcados pela declaração de inconstitucionalidade da Taxa Municipal de Proteção Civil, pela suspensão da construção do Museu Judaico, em Alfama, e ainda pela cedência de um parque de estacionamento à cantora Madonna, entre outros casos.




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