Mariano Rajoy insta BCE a voltar a comprar dívida pública de países como Espanha

Mariano Rajoy insta BCE a voltar a comprar dívida pública de países como Espanha

 

LUSA/AOnline   Economia   2 de Set de 2012, 19:44

O primeiro-ministro de Espanha, Mariano Rajoy, instou hoje o Banco Central Europeu a reativar o seu programa de compra de títulos de dívida pública, que tem como objetivo baixar os custos de financiamento de países como o seu.

Numa entrevista publicada hoje pelo jornal alemão Bild, o líder do Executivo espanhol diz que as palavras de Mario Draghi, que sugeriu recentemente a possibilidade de reativação do programa de compra de dívida – Securities Markets Programme (SMP) - que iria fazer o necessário para resolver a crise, demonstram “determinação em resolver o problema”.

“Uma união monetária não pode funcionar quando alguns dos seus países se financiam com taxas de juro negativas, enquanto outros se financiam a taxas de juro insustentavelmente altas”, disse Rajoy na entrevista, citado pela Associated Press.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou recentemente que iria fazer o que fosse necessário para ajudar a resolver a crise que afeta os países do euro e deixou no ar a possibilidade de reativar o programa de compra de títulos de dívida soberana no mercado secundário, que tem estado parado nas últimas 24 semanas.

Os investidores aguardam com expetativa a reunião do conselho de governadores que irá ocorrer esta semana, mais ainda quando já é conhecida a oposição aberta do governador do Banco Central da Alemanha a esta opção, uma posição que tem sido mantida desde o início do programa em 2010, após o início da crise grega, mesmo após o pedido de demissão do anterior governador do banco central, Axel Weber, e do membro do conselho executivo do BCE, Jurgen Stark (ambos firmes opositores da compra de dívida pelo BCE).

No entanto, a chanceler alemã, Angela Merkel, já admitiu estar aberta à possibilidade do BCE voltar a comprar dívida e repreendeu publicamente membros da sua coligação governamental, exigindo que estes reduzam o tom das críticas a países em dificuldade como a Grécia.


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