Mais de 1.200 menores foram recrutados no Sudão do Sul em 2017, diz ONU

Mais de 1.200 menores foram recrutados no Sudão do Sul em 2017, diz ONU

 

AO Online/ Lusa   Internacional   8 de Set de 2018, 09:39

Os rebeldes e o Governo sul-sudanês recrutaram à força mais de 1.200 menores para as suas fileiras militares em 2017, disse a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para Crianças e Conflitos Armados à agência Efe.

No final de uma visita oficial a Juba, capital do país, a responsável, a argentina Virginia Gamba, indicou terem sido registadas centenas de violações contra os direitos dos menores por ambas as partes envolvidas no conflito.

"No ano passado, mais de 1.200 menores foram recrutados para as fileiras das partes em conflito no Sudão do Sul, tal como aconteceram 26 ataques contra escolas e hospitais e se registaram 738 casos de bloqueio da atuação das ajudas humanitárias para crianças em necessidade", apontou Gamba.

A representante apontou também para a existência de mais casos de violações, como violência sexual, sequestro e a transformação de escolas em quartéis militares.

Gamba explicou que durante os últimos quatro anos de conflito foram registadas 11.000 violações contra menores no Sudão do Sul.

"Estamos preocupados com a continuação da violência contra menores. Esperamos que o novo acordo de paz assinado recentemente entre o Governo e a oposição na capital sudanesa, Cartum, contribua para a melhoria da situação dos menores e se desenvolva uma estratégia de como os tratar após o conflito", assinalou.

A representante da ONU revelou ainda que está a trabalhar no desenvolvimento de "um plano conjunto com o Governo e a oposição armada, a fim de prevenir a violência no futuro", esclarecendo que o Sudão do Sul está no topo da lista de países onde as crianças sofrem "violações graves".

O Presidente sul-sudanês, Salva Kiir, e os principais líderes da oposição armada, incluindo o ex-vice-Presidente Riek Machar, assinaram um acordo de paz para pôr fim ao conflito iniciado em dezembro de 2013, ainda que as partes não tenham alcançado um total entendimento.

O acordo será aplicado por etapas, num calendário que se estenderá por um período previsto de 36 meses a partir da assinatura do acordo de paz definitivo, prevista para o próximo mês de outubro.



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