Venezuela

Maduro vai pedir 500 milhões de dólares à ONU para repatriamentos

Maduro vai pedir 500 milhões de dólares à ONU para repatriamentos

 

Lusa/Ao online   Internacional   22 de Set de 2018, 03:22

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou esta sexta feira que vai pedir 500 milhões de dólares (427,3 milhões de euros) de apoio financeiro às Nações Unidas para repatriar os venezuelanos que desejem regressar ao seu país.

"Vou solicitar 500 milhões de dólares para trazer todos os migrantes que saíram da Venezuela e que queiram regressar. Todos querem regressar, porque lhes fizeram uma oferta falsa", disse.

Nicolás Maduro falava em Caracas, num ato transmitido pela televisão estatal, durante o qual fez referência à recente nomeação do antigo vice-presidente da Guatemala, Eduardo Stein, como representante especial da ONU para os refugiados e migrantes venezuelanos.

"Eu convido-o a vir à Venezuela", afirmou.

Por outro lado, o Presidente venezuelano explicou que o dinheiro será pedido através de Eduardo Stein e que será usado para pagar os aviões que vão trazer os venezuelanos de regresso à Venezuela.

"Necessitamos de uma frota de aviões para trazê-los, não os vou trazer a pé", disse.

Maduro voltou a dizer que está a avaliar se existem condições de segurança para participar na próxima Assembleia-Geral da ONU, que decorre até 01 de outubro em Nova Iorque, e insistiu em denunciar que está a ser preparado um golpe de Estado contra o seu Governo.

"Têm-me na mira para me matar", referiu.

Nicolás Maduro diz que está em curso uma conspiração para o derrubar, a partir dos EUA e da Colômbia, e alertou que há um general detrás de um plano de golpe de estado, desde a cidade norte-americana de Miami e desde a República Dominicana.

Dados recentes da ONU dão conta de que mais de 2,3 milhões de venezuelanos vivem atualmente no estrangeiro.

Em agosto, Nicolás Maduro ativou o programa "De Volta à Pátria", para repatriar os venezuelanos que emigraram para outros países, fugindo da crise económica, social e política.

Segundo as autoridades venezuelanas, aproximadamente 3.000 pessoas já regressaram à Venezuela.




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