Madeira diz que o Estado português nem sequer cumpre os serviços mínimos com a região

Madeira diz que o Estado português nem sequer cumpre os serviços mínimos com a região

 

Lusa/AO Online   Nacional   5 de Set de 2018, 16:40

O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou que o executivo nacional "nem sequer cumpre os serviços mínimos" com a região autónoma, dando como exemplo o facto de não pagar a operação do helicóptero de combate a incêndios.

"Somos a única região do país que paga um helicóptero de combate a incêndios - não há mais nenhuma região no país que pague - e ele [o ministro da Administração Interna] diz que nós é que temos de pagar", disse, referindo-se à visita de Eduardo Cabrita à Madeira, na terça-feira, na qual o governante declarou que "a Proteção Civil é uma matéria de responsabilidade regional".

Miguel Albuquerque falava durante a entrega de apoios a 81 projetos de produção agrícola, no âmbito do Proderam - Programa de Desenvolvimento Rural da Madeira para o período 2014-2020, totalizando um investimento de 470 mil euros, dos quais 300 mil são fundos comunitários.

"Mais uma vez quem se chega à frente para apoiar a Madeira é a União Europeia", realçou, sublinhando que o Estado português "não faz nada para apoiar" a região.

"Tudo aquilo que é o princípio da solidariedade do Estado para com os cidadãos portugueses residentes na Madeira e no Porto Santo reduz-se, neste momento, aos serviços mínimos e eu até acho que nem os serviços mínimos eles cumprem", disse.

Miguel Albuquerque, que chefia o executivo social-democrata desde 2015, lembrou que o Proderam dispõe de 179 milhões de euros para apoiar o setor agrícola, sendo que a taxa de execução já atingiu os 24% (47 milhões de euros), ao passo que a taxa de compromisso ronda atualmente os 67%.

"Fechámos 2017 com 114 milhões de euros de rendimento ilíquido na agricultura e com 61 milhões de euros de rendimento líquido", vincou, indicando que estes números são reveladores da importância do setor na economia regional.

O presidente do governo reafirmou, por outro lado, que o rumo da região autónoma vai manter-se neste sentido até ao final do seu mandato, em 2019, realçando que o ciclo de crescimento económico perdura há 60 meses consecutivos.

O desemprego, sublinhou, é inferior a 9% (123.800 pessoas estão empregadas).



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.