Macron quer reforçar diálogo do G7 com China, Índia e África

Macron quer reforçar diálogo do G7 com China, Índia e África

 

Lusa/AO Online   Internacional   27 de Ago de 2018, 17:19

O presidente francês Emmanuel Macron quer fazer mudanças no G7, cujas divisões internas se tornaram mais visíveis em junho, e reforçar o diálogo entre este grupo de países industrializados e a China, Índia e África.

"Não devemos reproduzir este teatro de sombras e as divisões que nos enfraqueceram em vez de nos fazerem avançar", sublinhou Macron, que intervinha perante um grupo de 250 embaixadores de França, com quem esteve reunido em Paris para debater as prioridades da diplomacia gaulesa até ao final do ano.

A última cimeira do G7, em junho, terminou com um fiasco no Canadá, onde o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump rejeitou o texto final e se lançou numa violenta diatribe contra o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, num encontro marcado por divergências comerciais

"Espero que possamos renovar o formato e as ambições", disse Emmanuel Macron, cujo país assumirá a presidência rotativa do G7 em 2019, depois do Canadá em 2018.

"Vou propor aos países membros uma reforma até ao final do ano, em ligação com os Estados Unidos, que assumirão a presidência do G7 depois de nós em 2020", acrescentou o chefe de Estado francês.

O G7 é um grupo informal de grandes potências (França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e Estados Unidos e o presidente da Comissão Europeia), criado em 1975 para debater temas económicos, aos quais se juntaram mais tarde outros assuntos como a paz, o ambiente e o terrorismo.

A Rússia, que se juntou ao grupo após o colapso da União Soviética, foi afastada depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014 e o G8 tornou-se novamente o G7.



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