Pescas

Limites de capturas para 2012 decididos na sexta-feira


 

Lusa/AO online   Economia   14 de Dez de 2011, 17:53

Os ministros da Agricultura e Pescas da União Europeia (UE) reúnem-se na sexta-feira para decidir as possibilidades de pesca para 2012, uma negociação habitualmente difícil e que, tradicionalmente, se arrasta pela madrugada do dia seguinte.
O Conselho de Ministros da UE começa na quinta-feira de manhã com uma primeira consulta aos Estados-membros sobre os totais admissíveis de capturas (TAC) – e respectiva distribuição em quotas nacionais - propostos pela Comissão Europeia.

O tema é interrompido para o debate, durante a tarde, de temas de agricultura, ao mesmo tempo que decorrerão negociações trilaterais (Estado-membro, Comissão e presidência da UE) sobre os TAC e quotas, segundo fonte comunitária.

Isto porque uma vez definidos os limites das capturas de cada espécie nas diferentes zonas, é aplicada uma chave de repartição por Estado-membro.

Haverá ainda negociação sobre o tempo máximo em que os navios podem andar na faina de espécies abrangidas por planos de recuperação, como é o caso da pescada e do lagostim em zonas em que operam pesqueiros portugueses.

A Comissão Europeia propõe, para 2012, aumentar os TAC relativamente a nove unidades populacionais (certas unidades populacionais de bacalhau, tamboril, arenque, arinca, pescada, linguado, areeiros e lagostim) e reduzi-los em relação a 53 unidades populacionais.

Globalmente, as alterações propostas representam uma redução global dos TAC de 11 por cento em relação a 2011.

Fonte diplomática disse à Lusa que a proposta foi já rejeitada, nomeadamente pela França e pela Espanha – os países que têm as maiores frotas de pesca -, esperando-se duras negociações na sexta-feira.

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