Liga Portuguesa contra a Sida alerta que é preciso continuar a apoiar organizações

Liga Portuguesa contra a Sida alerta que é preciso continuar a apoiar organizações

 

Lusa/AO Online   Nacional   5 de Jul de 2018, 12:26

A Liga Portuguesa Contra a Sida (LPCS) alertou para a necessidade de continuar a apoiar os projetos das organizações de base comunitária para manter o nível dos valores nacionais de combate ao VIH hoje divulgados.

“Os números mostram que ouvir o que as organizações de base comunitária têm para dizer - esta tem sido uma estratégia da direção nacional do programa - é importante e este é o resultado”, disse à Lusa Maria Eugénia Sequeira, presidente da LPCS.

A responsável falava dos dados revelados pelo secretário de Estado da Saúde, que indicam que mais de 90% das pessoas com VIH estão diagnosticadas e mais de 90% das que estão em tratamento já não transmitem a infeção.

Para Maria Eugénia Sequeira, mais do que apostar na prevenção transversal, “é importante dar continuidade ao trabalho e continuar a apostar nos projetos que as organizações e base comunitária têm no terreno”.

“Elas conhecem o terreno conhecem as populações. (…). Todas estas estratégias são “oportunidades para rastrear mais, para chegar às populações mais vulneráveis às infeções sexualmente transmissíveis, e aqui não falo só no VIH, mas também são importantes para que o trabalho não pare”, afirmou.

Maria Eugénia Sequeira sublinhou que “hoje em dia não se fala como se falava antigamente do VIH” e que “a aposta nos mais jovens e também nos mais velhos, acima dos 50 anos, continua a ser fundamental”.

“A literacia na saúde é fundamental para passar desde cedo informação de como prevenir”, acrescentou.

Sobre o possível alargamento a todas as farmácias do país dos tratamentos do VIH, também abordado pelo secretário de Estado, a presidente da LPCS considera importante, mas recorda que “ainda há casos de doentes que dizem que não têm disponibilidade para chegar a essas farmácias, pois elas não estão tão perto assim”.

“Os números não aparecem porque têm que aparecer, temos de pensar na qualidade de vida destas pessoas, que passa pelo apoio psicossocial e as organizações [que estão no terreno] fazem-no melhor do que ninguém”, sublinhou Maria Eugenia Sequeira.

Apesar de satisfeita com os números, a responsável da Liga frisou que os 0% de discriminação e estigma até 2030 é um dos valores ainda não atingidos e sublinhou a necessidade de continuar a trabalhar.

“A discriminação (…) continua a ser um problema que leva as pessoas a não se rastrearem e a não procurarem saber o seu estudo serológico. Este tem de ser um teste como qualquer outro. A mensagem é: quanto mais cedo soubermos que somos seropositivos para qualquer infeção mais eficaz será o tratamento”, acrescentou.



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