Líder do PSD recusa dar maioria absoluta ao Governo na AR


 

Lusa/AO On line   Nacional   18 de Jul de 2010, 07:43

O líder do PSD recusou hoje que o seu partido venha a dar ao PS a maioria parlamentar que lhe foi negada nas últimas eleições legislativas.

“O PS não tem a maioria absoluta porque os portugueses não lha quiseram dar”, afirmou hoje Pedro Passos Coelho, avisando: “Não contem com o PSD para dar ao PS aquilo que os portugueses não quiseram dar nas últimas eleições”.

Em resposta aos “analistas políticos” que “descobriram recentemente que vivemos num impasse porque o PS não tem maioria”, o presidente dos sociais democratas disse não perceber “qual é o impasse”, já que “até hoje o PS não pode aparecer ao país a dizer que está impossibilitado de governar”.

“Ninguém até hoje aprovou uma moção de censura que atirasse abaixo o Governo, ninguém impediu até hoje que as matérias decisivas e importantes para que um governo governe não tivessem passado na Assembleia”, concretizou Passos Coelho.

Se “o PS governa bem ou mal” já é, para Passos Coelho, “outro filme”, em que o líder do PSD recusa “responsabilidades”.

“A nossa obrigação é construir uma alternativa” afirmou, ressalvando não estar “à procura de uma maioria aritmética para governar o país”, mas pronto para “mudar o país se as pessoas se convencerem que a mudança é boa, imprescindível e pode ser bem conduzida pelo PSD”.

Num discurso que assinalou os 36 anos da Juventude Social Democrata, em Torres Vedras, Passos Coelho reafirmou que o PSD “não quer a mudança de qualquer maneira”, mas que tem que “pensar o futuro com ousadia e com ambição”.

“Não podemos cristalizar no presente nem no passado”, disse, defendendo dever “ter a ambição de pensar na constituição do país para os próximos anos”.

“Se temos a ambição de pensar a 15 anos de vista, temos obrigação de pensar também numa revisão constitucional que determine a nossa visão para o país para os próximo 15 anos” concluiu.


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