Juros pressionados em todos os prazos em Portugal após novas medidas de austeridade

Juros pressionados em todos os prazos em Portugal após novas medidas de austeridade

 

Lusa/AO online   Economia   10 de Set de 2012, 11:11

Os juros da dívida soberana estão esta segunda-feira pressionados a dois, cinco e dez anos em Portugal, após as novas medidas de austeridade anunciadas na sexta-feira pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Cerca das 09:30, os juros da dívida soberana portuguesa a cinco e a 10 anos registavam subidas para os 6,009 por cento e 8,242 por cento (contra os 5,988 por cento e 8,096 por cento registados na sexta-feira).

A dois anos, os investidores pediam um juro de 4,217 por cento para comprarem dívida portuguesa, acima dos 4,139 por cento de sexta-feira.

Em Espanha, Itália e Grécia a tendência era também de alta nas principais maturidades.

Passos Coelho anunciou mais medidas de austeridade para 2013, incluindo para os trabalhadores do setor privado, que, na prática, perderão o que o primeiro-ministro diz corresponder a um subsídio através do aumento da contribuição para a Segurança Social de 11 para 18 por cento.

Os funcionários públicos continuam com um dos subsídios suspensos (na totalidade nos rendimentos acima dos 1.100 euros/mensais e parcialmente acima dos 600 euros) e o outro é reposto de forma diluída nos 12 salários, que será depois retirado através do aumento da contribuição para a Segurança Social.

A contribuição das empresas passa dos atuais 23,75% para 18%.

Os pensionistas continuam sem subsídios de natal e férias.

Estas medidas vão estar previstas no Orçamento do Estado de 2013 e são justificadas pelo governo como uma forma de compensar a suspensão dos subsídios de férias e de Natal em 2013 e 1014, "chumbada" pelo Tribunal Constitucional.


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