Justiça

Julgamento do caso Passerelle prossegue hoje


 

Lusa / AO online   Nacional   18 de Jan de 2010, 10:04

O julgamento do caso Passerelle, que envolve 24 arguidos (15 pessoas e nove sociedades) pronunciados por cerca de 1 200 crimes, prossegue esta segunda-feira no Tribunal Judicial de Leiria
Tráfico de pessoas, angariação de mão-de-obra ilegal, associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, fraude fiscal e detenção de arma e acessórios proibidos são alguns dos crimes em julgamento, que começou a 05 de Maio do ano passado.

A investigação do processo Passerelle, nome de uma cadeia de casas de “strip-tease”, culminou em Janeiro de 2006 com a detenção do patrão da rede de estabelecimentos, Vítor Trindade, e de Alfredo Morais, ex-agente da PSP.

No despacho de acusação, que foi praticamente reproduzido pelo juiz de instrução criminal, o Ministério Público (MP) sustenta que Vítor Trindade e Alfredo Morais formularam um plano para criar estruturas comerciais que se dedicavam a fugir aos impostos, na ordem dos 25 milhões de euros.

O MP diz que o grupo tinha como finalidade “a exploração de actividades relacionadas com o sexo a realizar por mulheres, sobretudo estrangeiras, em estabelecimentos espalhados pelo país”.

A Alfredo Morais cabia também a responsabilidade de colocar à disposição dos mesmos estabelecimentos um serviço de segurança, lê-se na decisão do MP.

Em Tribunal, Vítor Trindade negou a existência de práticas sexuais nos seus bares, garantindo que se realizavam apenas espectáculos de “strip-tease”.

Por seu turno, o antigo agente da PSP Alfredo Morais rejeitou o envolvimento na gestão das casas de diversão nocturna de que era sócio, assegurando, contudo, que recebia a sua parte no final do mês.

Alfredo Morais desmentiu ainda a existência de seguranças nos estabelecimentos.

Na sessão de hoje, com início marcado para as 13:45, está prevista a audição de mais testemunhas de defesa.

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