Jorge Sampaio adverte que há muito a fazer na integração de refugiados

Jorge Sampaio adverte que há muito a fazer na integração de refugiados

 

Lusa/AO online   Internacional   30 de Jan de 2018, 14:32

O ex-presidente da República Jorge Sampaio considerou esta terça-feira que o papel que a Europa tem tido na integração de refugiados "é muito fraco" e assinalou que Portugal tem boas condições, mas "há muito trabalho a fazer".

"Não há muitos países que tenham as condições de partida que nós temos e isso é preciso cultivar, incentivar e reforçar. O papel que a Europa tem desempenhado neste domínio é fraco, é muito fraco", afirmou, em declarações aos jornalistas.

Jorge Sampaio almoçou hoje com o primeiro-ministro, António Costa, no restaurante de cozinha síria Mezze, no mercado de Arroios, Lisboa, um projeto da Associação "Pão a Pão", que visa a integração de refugiados do Médio Oriente.

O ex-chefe do Estado, que promove, desde há três anos, uma plataforma para que jovens refugiados sírios possam prosseguir os seus estudos, considerou que é "profundamente correta" a ideia de criação de bolsas de estudo porque permite a ligação entre vários parceiros no caminho de integração das pessoas.

Questionado sobre a possibilidade de Portugal acolher mais refugiados, Jorge Sampaio frisou que o país "tem condições únicas para fazer isso", advertindo que é algo "muito exigente" e implica criar condições para a sua integração na língua, na escola e no emprego.

Jorge Sampaio considerou natural que muitos refugiados que chegam a Portugal queiram sair e procurar outros países, afirmando que esse fenómeno não acontece apenas em Portugal e que demonstra que são necessários programas específicos, com continuidade.

"Não é só aqui que as pessoas regressam à miragem que é a Alemanha, a Suécia e a Dinamarca. Eu naturalmente faria o mesmo se não me dessem os apoios necessários, as pessoas, por exemplo, caem nesta rua e depois?", disse.

Para estar na "linha da frente" e "captar talentos", disse, "há muito trabalho para fazer" no sentido da "capacidade de integrar, de acompanhar, de lhes dar utensílios".

"Não é largar de paraquedas", advertiu.



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