John McCain, uma vida ao serviço dos Estados Unidos


 

Lusa/Ao online   Internacional   26 de Ago de 2018, 11:18

 O senador republicano norte-americano John McCain, que morreu no sábado, aos 81 anos, vítima de um cancro no cérebro, só teve um emprego durante a carreia: servir os Estados Unidos.

Tal como o pai e avô, almirantes de quatro estrelas, John McCain dedicou-se a servir o país: primeiro como piloto de caça e depois como político.

Em 1967 o seu avião foi abatido durante uma missão de bombardeamento no norte do Vietname. John McCain, gravemente ferido com fraturas nos dois braços e no joelho direito, é detido pelas forças vietnamitas e passa mais de cinco anos como prisioneiro de guerra, até 1973.

Ao regressar aos Estados Unidos foi recebido como herói na Casa Branca pelo então Presidente Richard Nixon.

Aposentado da marinha em 1981, McCain mudou-se para o estado do Arizona e foi aí que desenvolveu a maior parte da carreira política, tendo sido eleito para a Câmara dos Representantes em 1982 e para o Senado em 1986.

Como político, defendeu o reatamento das relações diplomáticas com o Vietname e opôs-se ferozmente à tortura, denunciando as práticas usadas pelos serviços secretos norte-americanos (CIA) em interrogatórios sob a Presidência de George W. Bush, depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA, que levaram à invasão do Iraque, em 2003.

Em 2000 tentou concorrer pela primeira vez à presidência norte-americana, mas perdeu nas primárias republicanas contra George W. Bush.

À segunda tentativa, em 2008, foi o candidato republicano escolhido, derrotando Mike Huckabee, Rudolph Giuliani e Mitt Romney nas primárias.

Mais tarde, perdeu a corrida à Casa Branca para o vencedor das primárias do Partido Democrata, Barack Obama, regressando ao cargo de senador pelo estado do Arizona. Desde dezembro de 2017 que McCain não comparecia às sessões do Senado devido aos problemas de saúde.

Poucos dias depois de conhecer o diagnóstico, em julho de 2017, McCain atrasou o início do tratamento para votar, juntamente com outros dois republicanos, contra a revogação do Obamacare, do ex-Presidente norte-americano Barack Obama, contrariando os planos do atual líder da Casa Branca, Donald Trump, que queria pôr fim à reforma na Saúde implementada pelo antecessor.

Em maio, o senador republicano começou a preparar a sua cerimónia fúnebre, juntamente com amigos mais próximos e conselheiros, e terá expressado que não queria a presença de Trump.



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