Em Cabinda

João Soares e Maria Barroso em debate sobre direitos humanos


 

Lusa/AO   Internacional   22 de Nov de 2007, 07:23

Os direitos humanos, a paz e a justiça social vão estar em debate sexta-feira em Lisboa, numa conferência organizada pela Associação Tratado de Simulambuco-Casa de Cabinda, que terá a participação de João Soares e de Maria Barroso.
A iniciativa pretende que aquele enclave angolano "não caia no esquecimento", adiantou a organização.

    "A situação em Cabinda está cada vez pior. Recentemente foi raptado um jornalista pelas Forças Armadas Angolanas, os activistas dos direitos humanos estão a ser presos ou têm de se exilar por uns tempos e as associações estão a ser ilegalizadas", disse à Agência Lusa Manuela Serrano, dirigente da Associação Tratado de Simulambuco-Casa de Cabinda.

    A associação decidiu organizar a conferência "Cabinda: Os Direitos da Paz" para "alertar para os problemas do enclave e sensibilizar as pessoas para não olharem só para o seu próprio interesse", indicou.

    "Queremos que esta situação não caia no esquecimento. Falar de direitos humanos em Cabinda é considerado um atentado contra os direitos de Estado", disse Manuela Serrano.

    Na conferência "Cabinda: Os Direitos da Paz" vão estar presentes o deputado socialista João Soares, a ex-primeira dama Maria Barroso, a jornalista Maria Antónia Palla, a ex-dirigente da UNITA Fátima Roque e o presidente da AMI Fernando Nobre, além de representantes do Comité de Apoio a Refugiados de Cabinda, da Amnistia Internacional, da UNITA, da Frente para a Democracia (FPD) e activistas dos direitos humanos.

    A Associação Tratado de Simulambuco-Casa de Cabinda existe desde 2003 e conta com cerca de 130 associados.

    Cabinda é um enclave angolano, limitado a leste e a sul pela República Democrática do Congo, conhecido pela significativa extracção petrolífera e onde decorre, há décadas, um conflito separatista entre o Estado angolano e a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC).

    Em 2006, o governo de Luanda e a FLEC assinaram um memorando de entendimento que visa o restabelecimento da paz no território.

    No entanto, o documento não é reconhecido por uma ala "rebelde" da FLEC, liderada por Nzita Tiago.

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