Jardim vai a festa de solidariedade a bombeiros da Ribeira Brava, mas estes não compareceram

Jardim vai a festa de solidariedade a bombeiros da Ribeira Brava, mas estes não compareceram

 

Lusa / AO online   Nacional   28 de Jul de 2012, 18:22

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, marcou hoje presença numa festa de solidariedade, de iniciativa particular, de apoio à Associação dos Bombeiros de da Ribeira Brava, que ficou marcada pela ausência destes profissionais.

 

"Os bombeiros estão de serviço com o Rali. Não vim aqui cumprimentar os bombeiros, vim felicitar o grupo de cidadãos privados que tomou esta iniciativa de ajudar os bombeiros", disse Jardim na Marina do Lugar de Baixo, no concelho da Ponta do Sol, desvalorizando o facto de não contar com a presença qualquer elemento da corporação.

"Vim cá dar um testemunho de muito apreço pela iniciativa de um grupo de cidadãos que resolveram fazer uma festa de apoio à associação de bombeiros da Ribeira Brava. Ninguém lhes pediu nada, foi da responsabilidade deles e tudo o que seja voluntariado em benefício da sociedade tem que ser realçado daí a minha presença aqui", argumentou o governante.

Jardim rejeitou que tenha havido qualquer protesto por parte dos bombeiros há dias naquela localidade, considerando que "houve o habitual grupo de zaragateiros, conhecidos apoiados pela comunicação social que andam atrás deles, a cobrir o que os senhores consideram iniciativas políticas e eu garotadas".

A presença do governante nesta iniciativa acontece alguns dias depois da polémica em torno de declarações sobre a situação destes profissionais que levou o responsável da Associação Nacional (ANBP), Fernando Curto, a anunciar que esta iria interpor um processo-crime contra o líder madeirense.

A polémica surgiu depois de afirmações de Alberto João Jardim, no decorrer de um périplo que fez na terça-feira às zonas afetadas pelos incêndios na ilha, ter falado de uma "estranha coincidência" os fogos terem ocorrido após declarações suas sobre os bombeiros.

A 12 de julho, Jardim disse que o governo madeirense não estava disposto a pagar 50 bombeiros onde só basta ter 30, no mesmo dia que se realizou na ilha um protesto da Associação dos Bombeiros Profissionais (ANBP) para alertar para a "degradação das condições de trabalho e de vida dos bombeiros profissionais das associações humanitárias do Funchal, de Machico e de Santa Cruz".

Na terça-feira, depois da ocorrência dos fogos, questionado sobre se o cenário de incêndios da última semana poderia ter sido evitado se houvesse mais bombeiros na região, Jardim respondeu negativamente: "Sobre os bombeiros que existem, mantenho o que disse há dias. Aliás, é uma coincidência estranha, depois do que disse, isto suceder".

O líder madeirense reiterou que "há bombeiros a mais em uma ou duas corporações e só nessas" e disse não estar a levantar suspeitas sobre os bombeiros, mas sobre "a coincidência que houve de uma ação" na região. "Não pelos bombeiros de cá, porque a maioria parte dos bombeiros de cá até porque a maior parte dos bombeiros de cá nem estão filiados nessas organizações", disse.

Confrontado com estas declarações, Fernando Curto afirmou depois à Lusa que a associação vai interpor um processo-crime contra o presidente madeirense pelas declarações sobre a "estranha coincidência", tendo o Governo Regional reagido afirmando que o responsável da ANBP iria "responder criminalmente" pelas afirmações relacionadas com a origem dos incêndios nesta ilha.


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