Política

Jardim exige que PSD seja solidário com a Região senão "passe bem"

Jardim exige que PSD seja solidário com a Região senão "passe bem"

 

Lusa/AO online   Regional   25 de Jul de 2010, 17:29

O presidente do PSD-M, Alberto João Jardim, disse hoje que o Partido Social Democrata (PSD) nacional tem de ser solidário com a Madeira, caso contrário “passem bem”.

Ao intervir na festa anual dos social-democratas madeirenses, que pela primeira vez decorreu na Herdade do Chão da Lagoa, propriedade da Fundação Social Democrata, Alberto João Jardim declarou não admitir que a proposta de revisão constitucional aprovada na Assembleia Legislativa não tenha sido acolhida pelo PSD nacional. “Eu não admito que, não estando em causa a unidade nacional, sendo o PSD-M pela unidade nacional, querendo a Assembleia Legislativa da Madeira a unidade nacional, haja uns indivíduos, só porque estão em Lisboa, só porque estão lá metidos naquela política medíocre, se atrevam a negar aquilo que a Assembleia da Madeira determinou”, realçou. “Ou o PSD de Lisboa é solidário connosco ou, então, passem bem, muito obrigado, porque o nosso partido é a Madeira”, disse. O líder do PSD-M lembrou ainda que 2010 “não está sendo fácil” devido ao “garrote financeiro que o Governo socialista da República impôs ao povo madeirense”, à conjuntura económica e financeira e ao temporal de 20 de fevereiro deste ano. “Nós não esqueceremos, perdoar perdoaremos, mas não esqueceremos”, referiu, numa alusão ao "garrote financeiro" do Governo da República, mas reconheceu, no entanto, que “Lisboa se portou bem” aquando do temporal de 20 de fevereiro. Alberto João Jardim disse também estar solidário com o povo português para mudar Portugal: ”É preciso vir para a rua, para as praças, fábricas e escolas exigirmos que Portugal tenha a mudança que todos os portugueses merecem”. Criticou ainda o serviço da RDP e da RTP, que disse ser “um caso de saneamento”. Por sua vez, o secretário-geral do PSD-M, Jaime Ramos, anunciou que o partido defenderá no processo de revisão constitucional a extinção do cargo de representante da República e o aumento dos poderes legislativos da Madeira e pediu que Alberto João Jardim se candidate em 2011 a mais um mandato à frente do Governo Regional. Nesta festa, em que a organização declara terem estado cerca de 40 mil pessoas, participaram ainda a presidente da JSD-M, Vânia Jesus, que defendeu que o futuro da Madeira passa por se ver livre “das amarras nacionais”, e o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque, que classificou o primeiro-ministro, José Sócrates, como “o maior vendedor de ilusões da História da democracia portuguesa” e avisou que haverá eleições legislativas nacionais logo após as próximas presidenciais, no início de 2011.


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